FMI anuncia substituto de Anne Krueger

O diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, indicou hoje o nome de John Lipsky, atual vice-presidente do banco de investimento JP Morgan, para o cargo de "número dois" do organismo multilateral. O americano Lipsky, de 59 anos e que já trabalhou no Fundo, deve suceder sua compatriota Anne Krueger, que deixará o organismo dia 31 de agosto. Tradicionalmente, o cargo de "primeiro subdiretor-gerente" é ocupado por um americano, enquanto de diretor-geral fica com um europeu.Lipsky "dará a este cargo uma reputação internacional em macroeconomia, um histórico de primeira linha em capacidade de liderança e qualidades de comunicação extraordinárias", afirmou Rato em comunicado.A nomeação requer a aprovação do Conselho Executivo, que representa os 184 países-membros da instituição, mas Rato já consultou o órgão sobre as qualidades requeridas do candidato, o que torna o sinal verde uma mera formalidade.O Fundo anunciou que Lipsky começará a trabalhar dia 1º de setembro e terá um mandato de cinco anos. O americano se disse "muito feliz e honrado" com a nomeação. "Para mim, isto também é uma volta para casa, (um retorno) a uma instituição que conheço bem e onde tenho muitos amigos". CarreiraAntes de passar para o banco de investimento Salomon Brothers, em 1984, Lipsky trabalhou durante dez anos em vários cargos no Fundo, inclusive o de representante no Chile, entre 1978 e 1980.O secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, afirmou, em outro comunicado, que o nome de Lipsky "é uma excelente escolha" e que ele "será um sucessor digno de Anne Krueger", que ocupou o cargo por cinco anos. Krueger se caracterizou por uma postura dura nas negociações do Fundo principalmente com a Argentina, o que lhe valeu uma péssima fama no país.Ao saber, no mês passado, que Krueger deixaria o FMI, o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, disse que estava "contente" com a decisão, e afirmou que ela "deveria ter saído antes".Lipsky, doutor em economia pela Universidade de Stanford, onde Krueger lecionou economia, foi uma estrela em ascensão nos bancos de investimento internacionais nos últimos 20 anos. De 1989 a 1992, ele dirigiu, de Londres, o Grupo de Análise do Salomon Brothers. Depois, assumiu o cargo de economista-chefe do banco, que exerceu por cinco anos.Passou então a ser economista-chefe do JP Morgan e economista-chefe e diretor de análise do Chase Manhattan. Como vice-presidente do JP Morgan, ele publica análises independentes sobre os sistemas financeiros e se ocupa dos principais clientes do banco de investimento, instituição que representa em reuniões com diretores de política econômica do mundo todo, segundo o comunicado do Fundo.

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