FMI apoia compromisso do G-20 de mudar as cotas

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse que está estimulado com a medida do Grupo dos 20 de incentivar o papel do fundo no monitoramento da economia global. A cúpula do G-20 em Pittsburgh foi "um grande sucesso", disse Strauss-Kahn a um grupo de jornalistas no final da reunião. "Eu estou bastante estimulado com o resultado da cúpula do G-20, incluindo o novo papel dado ao FMI".

PRISCILA ARONE, Agencia Estado

25 de setembro de 2009 | 20h08

Strauss-Kahn também destacou o compromisso do G-20 em mudar a representação no FMI para que os países emergentes tenham mais voz na instituição. Especificamente, o G-20 concordou em mudar os direitos de votação no FMI, ou cotas, dos mercados emergentes e países em desenvolvimento em pelo menos 5%, dos países com excesso de representação para os sub-representados.

"O que é muito importante é a magnitude da mudança", disse Strauss-Kahn. Ele acrescentou que os líderes do G-20 se comprometeram a alcançar um acordo sobre as cotas do FMI até janeiro de 2011.

"Esta decisão histórica, e o surgimento do G-20 como o principal fórum pra cooperação econômica internacional, lançarão as bases para uma parceria mais profunda na política econômica global entre países emergentes e em desenvolvimento e as economias avançadas", disse o diretor-gerente do FMI.

O G-20 também endossou o plano dos Estados Unidos para reequilibrar a economia, segundo o qual países como a China devem se concentrar menos no consumo norte-americano e outros países, como os Estados Unidos, estimulem a poupança e enfrentem seus déficits. O FMI deve ter um importante papel na monitoração do processo.

Strauss-Kahn disse que o FMI vai discutir a agenda de reequilíbrio em Istambul, onde o fundo fará sua reunião anual no início de outubro.

Ainda assim, Strauss-Kahn alertou os líderes sobre a remoção rápida de estímulos fiscais. Ele disse que ficou encorajado com a decisão dos representantes do G-20 de não remover os estímulos prematuramente, apesar dos sinais de que a economia global está melhorando.

"Esta é uma recuperação frágil, mesmo que os riscos estejam aparentemente diminuindo", disse ele. "Eu continuo preocupado com a alta taxa de desemprego, que esperamos que vá subir no ano que vem, bem como com os problemas do setor financeiro que podem persistir, particularmente se medidas para restaurar a saúde dos bancos não foram concluídas em tempo". As informações são da Dow Jones.

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