FMI apoia mais estímulos para economia dos EUA

A economia dos Estados Unidos pode precisar de mais estímulos e de uma política sustentada de taxa de juros baixas para estimular o crescimento, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI). Para a instituição, a recuperação "ainda é dependente de suporte político". Em uma revisão anual, o FMI disse que a atual recuperação econômica dos EUA "tem sido lenta pelos padrões históricos" e que a "perspectiva permanece incerta".

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

30 de julho de 2010 | 08h55

O fundo também elogiou controversas políticas da Casa Branca, incluindo as reformas dos sistemas de saúde e financeiro aprovadas neste ano, em contraste com avaliações pessimistas feitas por muitos economistas do setor privado. O FMI pediu um suporte monetário sustentado para a economia, apoiando a atual posição do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) a favor de baixas taxas de juros e deixando as portas abertas para mais compras de bônus do governo norte-americano para aumentar a liquidez. "Mais ação decisiva é necessária para atingir um crescimento estável no médio prazo e limitar os riscos adversos de problemas internacionais", disse a instituição.

Com relação às amplas preocupações com o rápido aumento da dívida dos EUA, o FMI afirmou que "um ajuste maior do que o previsto no orçamento será necessário para estabilizar a relação entre dívida e PIB". O FMI acrescentou que alguns diretores da instituição encorajaram autoridades dos EUA "a colocar a relação entre dívida e PIB na direção de um declínio no longo prazo". No entanto, o FMI também disse que os EUA têm espaço para gastos adicionais se a economia se desacelerar mais que o previsto.

A opinião do FMI sobre o debilitado setor financeiro dos EUA é de que ele "se fortaleceu, mas continua vulnerável a choques", com a securitização privada e os balanços financeiros dos bancos ainda com prejuízos, o que cria deficiências de crédito na economia. O FMI disse ainda que o Fed está bem posicionado para gerenciar a transição para políticas monetárias de menos estímulos quando for preciso, dadas as ferramentas que adquiriu nos últimos meses. As informações são da Dow Jones.

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