FMI aprova contas e prevê crescimento robusto do Brasil

A diretoria-executiva do FMI aprovou na noite desta sexta-feira em Washington a sexta revisão do acordo de US$ 40 bilhões assinado no final do governo Fernando Henrique Cardoso e renovado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. Com a aprovação, o FMI estará colocando à disposição do Brasil cerca de US$ 1,34 bilhão. A diretoria do Fundo ressaltou em comunicado que o governo brasileiro não pretende sacar os recursos. Segundo avaliação da diretora-gerente em exercício do FMI, Anne Krueger, a economia brasileira está preparada para registar um "crescimento robusto" este ano. "Os indicadores estão mostrando uma renovada força no consumo privado e nos investimentos, e a demanda doméstica tende a ser a força motriz por traz do crescimento deste ano", afirmou. O comportamento dos ativos brasileiros no mercado financeiro internacional também são citados como outro bom indicativo do prometido crescimento em 2004. Para Krueger, a retomada do atividade da economia se deve muito às políticas adotadas pela equipe econômica. O compromisso do governo de manter o esforço fiscal em 2004 garante, na avaliação do Fundo, que a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB manterá a tendência de queda. Krueger elogiou a postura cautelosa do Banco Central de reduzir em 25 pontos percentual os juros no primeiro trimestr do ano. "A resposta cautelosa da política monetária face aos índices mensais de inflação vistos nos últimos três meses foi apropriada e demonstra o compromisso das autoridades brasileiras em garantir que a inflação convergirá para o centro da meta definida para 2004", disse. O FMI também elogiou os "importantes progressos" na área social. "O programa Fome Zero já está providenciando um suporte substancial para muitos enquanto que a criação do programa bolsa-família deverá melhorar a coordenação dos gastos de assistência social", afirmou Krueger. O FMI destacou ainda que avanços na agenda estrutural do governo no Congresso ajudarão a garantir que o atual processo de recuperação da economia evoluirá para um processo de crescimento sustentado de longo prazo. Para ela, as reformas tributária e da Previdência, bem como a aprovação da nova lei de falências serão importantes para incrementar os investimentos e o crescimento esperado.

Agencia Estado,

26 Março 2004 | 20h03

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