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FMI: autoridades podem fazer mais por crescimento sustentável

O Fundo Monetário Internacional (FMI) recebeu um "novo mandato" para atuar como credor global em último caso, mas as autoridades econômicas mundiais podem fazer ainda mais para conduzir um crescimento sustentável por meio do aumento na cooperação, disse nesta sexta-feira, 2, o diretor-gerente do Fundo, Dominique Strauss-Kahn.

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

02 de outubro de 2009 | 10h37

 

"Acredito que podemos alcançar ainda mais", afirmou Strauss-Kahn, em discurso nos bastidores do encontro anual do FMI em Istambul.

 

As decisões tomadas no último encontro do G-20 deram ao FMI seu novo mandato e também impulsionaram sua legitimidade e efetividade, ao concordarem em conceder às economias emergentes maior participação na governança do Fundo, disse o diretor-gerente.

 

Lembrando da fundação do FMI e de outras organizações multilaterais na Conferência de Bretton Woods, há 60 anos, Strauss-Kahn afirmou que o mundo precisa de outro impulso na cooperação global.

 

Em entrevista coletiva mais cedo, o diretor-gerente ponderou que o novo mandato, na verdade, faz o Fundo "voltar ao seu mandato original e tentar fazer o que nos foi pedido há 60 anos". O papel do FMI, acrescentou ele na coletiva, consistiria em coordenar a reunião de recursos de países que têm superávit para conter movimentos especulativos nos mercados de câmbio.

 

Strauss-Kahn disse que os desequilíbrios globais parcialmente se devem à uma posição não cooperativa nos mercados de câmbio, onde alguns países têm superávits em conta corrente elevados para evitar uma crise cambial, como a que devastou as economias de países asiáticos em 1997.

 

O diretor-gerente se mostrou otimista sobre a perspectiva para a economia global, mas alertou que riscos negativos ainda rondam, especialmente porque uma fraca recuperação não deve reduzir o desemprego.

 

Embora a economia global "tenha vencido as dificuldades" depois da maior contração em décadas, o Fundo "ainda está muito preocupado com o desemprego crescente, o que coloca uma sombra sobre a recuperação", afirmou Strauss-Kahn na entrevista coletiva.

 

Strauss-Kahn disse que os bancos ainda precisam abandonar a propensão para assumir riscos excessivos; a reforma regulatória do setor financeiro precisa prosseguir; e os formuladores de política devem estar cientes de que qualquer recuperação no crescimento registrada até agora se deveu aos estímulos fiscais.

 

Separadamente, em entrevista a ser transmitida mais tarde pela rede de televisão francesa France 24, o diretor-gerente afirmou que há mais 10 a 12 meses de desemprego adiante, e observou que o desemprego vai variar de país a país.

 

"É necessário continuar sustentando a demanda; a demanda privada está muito fraca, então a demanda pública precisa compensá-la", afirmou ele.

 

"Quando estivermos mais certos de que o desemprego vai começar a cair, então cerca de dois a três meses antes da queda prevista no desemprego poderemos começar a reverter o mecanismo, em termos orçamentários", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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