FMI concederá empréstimo à Hungria nos próximos dias

Segundo o diretor do Fundo, UE e governos europeus vão tomar parte no pacote de financiamento do país

Marcílio Souza, da Agência Estado,

27 Outubro 2008 | 08h01

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, informou que "um pacote financeiro substancial" será anunciado para a Hungria nos próximos dias. "Uma missão do FMI e as autoridades da Hungria, em consulta com a União Européia, chegaram a um acordo amplo em torno de um conjunto de medidas que irá estimular a economia da Hungria no curto prazo e melhorar seu potencial de crescimento no longo prazo", disse ele em comunicado divulgado ontem.   Veja também: G7 está preocupado com a 'excessiva volatilidade' do iene Bolsa do Japão abre em baixa e se recupera no meio da jornada Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise    "Um pacote financeiro substancial em apoio a essas medidas será anunciado quando o programa for finalizado nos próximos dias", disse Strauss-Kahn. Ele disse que o FMI, a UE e alguns governos europeus vão tomar parte no pacote de financiamento e que a as medidas vão "assegurar a sustentabilidade fiscal e fortalecer o setor financeiro".   "As medidas que a Hungria tem em vista justificam um nível excepcional de acesso aos recursos do FMI", disse Strauss-Kahn, acrescentando que a decisão final de conceder os empréstimos será tomada pelo conselho do Fundo.   O FMI ofereceu ajuda para a economia da Hungria na semana passada e o Banco Central Europeu (BCE) prontificou-se para emprestar ao banco central húngaro até 5 bilhões de euros (US$ 6,7 bilhões) para apoiar seus empréstimos e seus bancos domésticos.   A vulnerabilidade da Hungria se deve principalmente aos grandes déficits orçamentário e em transações correntes, à moeda parcialmente sobrevalorizada, ao estoque baixo de reservas estrangeiras e a um nível elevado de dívida de curto prazo em moeda estrangeira, dizem analistas. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.