FMI conversa com países sobre ajuda por preços de alimentos

Esses aumentos alimentaram tensões sociais e incitaram protestos em países em todo o mundo

Reuters,

24 de abril de 2008 | 13h00

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está conversando com governos de 10 países, a maioria africanos, para aumentar a assistência financeira para cobrir os crescentes custos dos preços de alimentos, disse um porta-voz nesta quinta-feira.   Veja também: Supermercados dos EUA limitam venda de arroz Governo barra exportação de arroz Depois do feijão, arroz é novo vilão dos preços Especial: Entenda a crise dos alimentos    O porta-voz Masood Ahmed afirmou que Mali, Camarões e Madagascar estavam entre os países consultados.   "Eles levantaram a possibilidade de aumentar o acordo de Redução de Pebreza e Ajuda de Crescimento para receberem um financiamento adicional para cobrir os custos ligados ao altos preços de alimentos", disse Ahmed para repórteres. "Nosso objetivo é onde faz sentido aumentar o programa de ajuda, nós devemos atuar rapidamente para fazê-lo", acrescentou. Os crescentes preços globais dos alimentos têm sido impulsionados por secas em algumas áreas chaves, competição com biocombustíveis, altos preços do petróleo e mais demanda por comida na Ásia. Esses aumentos alimentaram tensões sociais e incitaram protestos em países em todo o mundo, inclusive Camarões. Em apenas dois meses, os preços globais do arroz subiram0,75 por cento, atingindo altas históricas. Enquanto isso, os custos do trigo saltaram 120 por cento no último ano, mas de dobrando os preços do pão em diversas países pobres. Ahmed disse que o FMI está trabalhando com países membros para encontrar meios de lidar com os preços dos alimentos. "Claro que isso precisa ser determinado país por país, mas como regra geral nós acreditamos que visar a assistência social é a melhor política, mas outras medidas temporárias podem ser necessárias e podem ser usadas, assim como os impostos sobre alimentos", acrescentou ele. "Nós também encorajamos nossos membros que são exportadores de alimentos para evitarem interrupções nos mercados globais, como restrições de exportações de alimentos e preservar incentivos de produções domésticas", disse Ahmed.

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