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FMI cria linha de crédito para lidar com a crise mundial

Nova linha é voltada a países com fundamentos fortes e com histórico de boa gestão de suas economias

REGINA CARDEAL E ANDRÉ LACHINI, Agencia Estado

24 de março de 2009 | 16h58

O comitê executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta terça-feira, 24, uma ampla revisão das regras de empréstimos da instituição para lidar com a crise mundial. Como parte da reforma, o Fundo anunciou a criação da Linha de Crédito Flexível (FCL, na sigla em inglês), destinada a países com fundamentos fortes e bom histórico na implementação de políticas econômicas.

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"O acesso à linha FCL será particularmente útil para a prevenção de crises", diz o comunicado do FMI. O crédito será aprovado para países que atendem a critérios de pré-qualificação. Segundo o FMI, o acesso ao crédito será determinado caso a caso.

 

Os desembolsos desta linha não serão condicionados a compromissos assumidos com o Fundo, como acontece nos programas tradicionais do FMI. "Este acesso flexível é justificado pelo forte histórico dos países que se qualificam para o FCL, o que dá confiança de que suas políticas econômicas continuarão fortes", comunica o FMI.

De acordo com o comunicado do Fundo, é necessário um substancial aumento em seus recursos para que o FMI tenha dinheiro suficiente disponível se precisar conceder empréstimos. "O Japão já forneceu ao FMI US$ 100 bilhões adicionais para ampliar os recursos disponíveis do Fundo para lidar com a atual crise para cerca de US$ 350 bilhões".

 

O comunicado acrescenta que a União Europeia se comprometeu a fornecer mais 75 bilhões de euros. Segundo o Fundo, existem outros esforços em andamento para aumentar os recursos do FMI até o encontro do G-20 que acontecerá em 2 de abril em Londres. O FMI espera pelo menos dobrar os recursos que podem ser concedidos a países de baixa renda.

"Estas reformas representam uma mudança significativa na maneira como o Fundo pode ajudar os países membros - o que é especialmente necessário neste tempo de crise mundial", disse o diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, no comunicado publicado na página do Fundo na internet.

Segundo o comunicado, "mercados emergentes e países em desenvolvimento estão enfrentando pressões cada vez maiores por causa da desaceleração econômica global". O FMI afirma que a crise está se tornando mais prolongada e que muitos desses países estão perdendo espaço de manobra para suas políticas. "Nestas circunstâncias, o financiamento oportuno do FMI - se fornecido num montante e forma adequados - pode aliviar os custos sociais e econômicos dos choques externos. Em alguns casos, a ajuda do Fundo pode evitar a crise", diz o FMI.

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