FMI: crise deve frear crescimento econômico europeu

O crescimento na Europa deverá desacelerar no próximo ano, devido aos persistentes temores sobre a crise da dívida soberana, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI) na edição mais recente do relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, divulgado hoje.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

20 de setembro de 2011 | 11h18

Segundo as projeções do fundo, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Europa deverá desacelerar para 1,5% em 2012, de uma alta projetada de 2% neste ano, conduzido principalmente pela zona do euro, cujo crescimento deverá desacelerar para 1,1% no ano que vem, do 1,6% esperado neste ano.

O FMI prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) nas economias avançadas da Europa desacelerará para 1,3% em 2012, de 1,6% em 2011, enquanto o das economias emergentes europeias terá desaceleração para 2,7% em 2012, de 4,3% em 2011.

O FMI urgiu que os países da zona do euro implementem rapidamente as medidas aprovadas na reunião dos líderes europeus no dia 21 de julho para expandir a capacidade da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) e liberem o segundo pacote de resgate à Grécia. O fundo também destacou que reforçar o balanço dos bancos europeus acima e além das exigências regulatórias é essencial para trazer de volta a confiança dos investidores na região.

O alerta do FMI ocorre após os ministros das Finanças europeus não conseguirem fechar um acordo durante o último fim de semana sobre como lidar com o aprofundamento dos problemas da dívida na Europa e decidirem bloquear a liberação da ajuda para a Grécia até que o país faça mais para colocar seu programa de austeridade nos trilhos, alimentando os temores sobre um default (calote) e elevando o custo do seguro da dívida soberana europeia.

"Num ambiente altamente incerto dominado pela tensão com a crise da dívida da zona do euro, os riscos para o crescimento são principalmente do lado negativo", afirmou FMI. As informações são da Dow Jones.

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