FMI: crise financeira exige 'ação de política decisiva'

Os formuladores da política global devem adotar "ações de política decisivas" para lidar com os crescentes riscos de a atual desordem financeira se transformar em uma espiral de baixa, segundo o primeiro vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky. "A esta altura, existem poucas dúvidas de que os riscos de uma escalada adicional desta crise estão crescendo e uma ação política decisiva será exigida para colocar o sistema financeiro global e a economia em uma base mais firme", disse Lipsky em discurso preparado para um evento no Peterson Institute. Ele disse que as recentes ações anunciadas pelos bancos centrais, incluindo a expansão dos programas de empréstimo na terça-feira, foram "de grande auxílio", mas podem não ser adequadas para evitar os potenciais riscos inesperados. "Os formuladores da política, como de costume, precisam ''pensar no improvável'' e considerar como eles planejariam reagir se surgirem incertezas", disse Lipsky. "A necessidade para se preparar mais sistematicamente aos riscos potenciais foi demonstrada amplamente durante os últimos meses", acrescentou. Um risco é o potencial para uma "desaceleração financeira global" no qual o aperto no crédito atinge a economia real, que, por sua vez, ajuda a alimentar uma "espiral de baixa no crédito", disse o primeiro vice-diretor-gerente do FMI. Os bancos centrais e órgãos reguladores são a primeira linha de defesa, disse Lipsky. Entre outras medidas que podem ser adotadas, Lipsky reiterou a visão do FMI que algumas economias, que respondem por cerca de metade do PIB mundial, têm espaço para medidas de estímulo fiscal. Finalmente, embora tenha dito que não estava defendendo uma intervenção pública, "uma série de opções razoáveis podem precisar ser consideradas se os riscos inesperados que eu tenho simplesmente delineado de fato se materializarem". O FMI permanece pronto para ajudar quando necessário, concluiu Lipsky. As informações são da Dow Jones.

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