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FMI dá sinais de apoio a ministro da economia argentino

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Horst Koehler, afirmou, nesta terça-feira, depois de receber o ministro da Economia da Argentina, Roberto Lavagna, que a tarefa de montar o programa econômico que a Argentina necessita para retomar o crescimento sustentado ?é imponente, mas pode ser realizada por meio de ações decisivas do governo, com apoio do povo argentino?.Koehler afirmou que ?o FMI continua comprometido a fazer tudo o que puder para ajudar a Argentina? na construção desse programa. Ele disse também que ?a comunidade internacional está pronta para ajudar nesse esforço?.Como demonstração de apoio do FMI a Buenos Aires, Koehler confirmou que a diretoria-executiva do Fundo aprovou a extensão, por um ano, do pagamento de US$ 136 milhões devidos pela Argentina, relativos a créditos obtidos no passado.Ciente das conseqüências negativas do tratamento gélido que o antecessor de Lavagna, Jorge Remes Lenicov, recebeu do FMI em sua última visita a Washington, em março passado ? dois dias depois de retornar a Buenos Aires, sem apoio interno ou externo, ele pediu demissão - , o dirigente do Fundo procurou ser mais positivo.Mas chamou atenção para o agravamento da crise que o país atravessa. ?A visita do ministro Lavagna propiciou uma bem-vinda oportunidade para revermos os esforços da nova equipe econômica e do banco central para desenvolver um programa abrangente, que trate da deterioração da situação econômica que a Argentina enfrenta?, afirmou.Primeira viagem de Lavagna a Washington como ministro da Economia, a visita foi preparada para ser discreta. Seu principal objetivo é renovar o compromisso da administração do crescentemente impopular presidente Eduardo Duhalde de levar adiante os planos de saneamento fiscal acordados com os governadores das províncias e completar a revogação da lei de subversão econômica, apesar dos indícios em contrário produzidos diariamente pela realidade política da Argentina.Além de Koehler, Lavagna tem encontros marcados com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Enrique Iglesias, com o vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina, David de Ferranti, e com Randy Quarlez, funcionário do terceiro escalão do Departamento do Tesouro. O secretário Paul O?Neill e o subsecretário para assuntos internacionais, John Taylor, não estão em Washington.Leia o especial

Agencia Estado,

21 de maio de 2002 | 22h14

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