FMI defende política da Petrobras de reajustes de combustíveis

Os diretores do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI) defenderam a política de preços de combustíveis da Petrobras, que não repassa imediatamente aos preços da gasolina a alta do petróleo no mercado internacional. Todavia, na última quarta-feira, o economista-chefe do FMI, Raghuram Rajan, havia recomendado aos países repassarem imediatamente aos consumidores a alta nos preços do petróleo. "A estratégia da Petrobras em relação aos preços de combustíveis é de alguma forma diferente da de outros países. Essencialmente, a Petrobras tenta suavizar as variações nos preços internacionais. Assim, quando os preços internacionais sobem rapidamente, os preços dos combustíveis no Brasil poderão não subir tão rapidamente como em outros países", disse o diretor-adjunto do Departamento do Hemisfério Ocidental, Charles Collyns. Ele lembrou que, no tempo devido, a Petrobras acaba reajustando os preços dos combustíveis, "quando vê que os preços elevados no mercado internacional estão se sustentando". Collyns disse estar confiante que a Petrobras "continuará a reajustar os preços dos combustíveis sempre quando necessário". Mas ele ressaltou que é "útil seguir essa estratégia de suavizar as variações nos preços do mercado internacional".

Agencia Estado,

23 Setembro 2005 | 14h46

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