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FMI desaconselha intervenção no câmbio

A vice-diretora gerente do FMI, Anne Krueger, desaconselhou hoje a intervenção do governo brasileiro no mercado de câmbio, ao dizer que o que o Banco Central deve fazer é "esperar e ver" o que vai acontecer. A recomendação foi feita durante encontro da comitiva do FMI com empresários ligados à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na sede da entidade. Clarice Messer, diretora de pesquisas e estudos econômicos da federação, contou que Anne fez o alerta ao ser informada pelos empresários dos problemas causados pela valorização do real, que pode prejudicar as exportações brasileiras, fundamentais para o ajuste externo das contas do País. Segundo Clarice, os empresários colocaram também as preocupações que têm com os altos juros, que inibem a atividade econômica e puxam para baixo a demanda sobre produtos industrializados. "Ela ouviu atentamente, quis saber das causas para os juros elevados, mas não se manifestou. E também não buscamos uma opinião dela, porque esse é um assunto que compete ao BC e ao Copom", disse Clarice. A diretora da Fiesp relatou que os empresários defenderam que os indicadores macroeconômicos, como os de inflação, permitem uma queda de juros já a partir da reunião de amanhã e quarta-feira do Copom. "O juro está muito alto basicamente por falta de crédito. E os dados recentes de inflação apontam inequivocamente para redução da pressão, principalmente no horizonte de longo prazo, além do calendário gregoriano", afirmou Clarice.

Agencia Estado,

19 de maio de 2003 | 13h48

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