FMI descarta recessão nos EUA e espera recuperação rápida

Os Estados Unidos não caminham para uma recessão. Ao contrário, tanto a economia do país quanto a do restante do mundo têm perspectivas muito favoráveis, afirmou o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Simon Johson, nesta quinta-feira, dia 5. "Nós não acreditamos que os EUA caminham para uma recessão", disse ele a jornalistas. "Nossa mensagem sobre a economia dos EUA e a economia mundial é realmente bem positiva." Johnson acrescentou que o principal ponto de fraqueza nos EUA é a desaceleração do setor imobiliário. Para o economista, o crescimento norte-americano está apenas sofrendo um leve ajuste temporário e isso não deve prejudicar a perspectiva econômica para o restante do mundo. "Estamos prestando bastante atenção ao que está acontecendo na economia dos EUA e... não acreditamos que isso terá um grande efeito na economia global, e também achamos que os EUA irão se recuperar bem rapidamente", disse Johnson. Mundo descolado Na quarta-feira, o FMI analisou que o mundo parecia ter ?descolado? dos Estados Unidos e não deveria ser contaminado pela desaceleração da economia americana, desde que a crise imobiliária não fosse mais ampla do que se espera. ?A maioria dos países vai conseguir descolar da economia americana e manter um crescimento robusto, se a desaceleração dos EUA se mantiver moderada como esperado; mas alguns países com fortes laços comerciais com os EUA podem ter algum efeito em sua atividade?, diz o texto. ?Mas se a economia americana tiver uma desaceleração mais acentuada, por causa de aprofundamento da crise imobiliária, a contaminação de outros países será mais ampla e o descolamento, mais difícil.? Até agora, os EUA espirraram, mas o resto do mundo não pegou um resfriado. Isso porque a queda do crescimento americano está ligada a questões específicas, como correções nos setores imobiliário e industrial. Normalmente, a contaminação é maior quando a queda do PIB se deve a fatores mais abrangentes, como alta do petróleo, políticas de juros altos ou colapso de mercado acionário. Além disso, muitos países estão menos dependentes de seu comércio com os EUA. E, por fim, as economias do Japão e da União Européia estão mais fortalecidas. Mas ainda há risco, alerta o Fundo. Se a correção do mercado imobiliário for maior do que se espera, a ponto de afetar a confiança do consumidor e provocar uma grande desaceleração no crescimento dos EUA, haveria grande contaminação na economia de outros países.

Agencia Estado,

05 Abril 2007 | 12h18

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