FMI determina que Strauss-Kahn não cometeu abuso de poder

Diretor-gerente manteve uma relação íntima com a húngara Piroska Nagy, alta funcionária do organismo

Efe,

26 de outubro de 2008 | 01h32

O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) determinou neste sábado, 25, que o diretor-gerente do organismo, o francês Dominique Strauss-Kahn, não incorreu em abuso de poder nem favoritismo ao manter uma relação íntima com uma subordinada, informou em comunicado o organismo multilateral de crédito. "O Conselho concluiu que não houve assédio, favoritismo nem qualquer outra forma de abuso de poder por parte do diretor-gerente", afirmou o FMI em seu site. No entanto, o principal órgão executivo do órgão advertiu que o incidente constituiu "um grave erro de julgamento por parte de Strauss-Kahn". O Conselho considerou o problema "fechado" e manifestou que "continuarão trabalhando" com o diretor-gerente e sua equipe nos desafios que o organismo enfrenta. Strauss-Kahn disse neste sábado que está de acordo com a declaração realizada pelo Conselho, o órgão que representa os 185 países-membros e que toma as decisões do dia a dia. Acrescentou que lamenta muito o incidente e aceita a responsabilidade por isso. "Pedi desculpas por isso ao Conselho, à equipe do FMI e a minha família", explicou o ex-ministro das Finanças francês. O Conselho abriu uma investigação para determinar se Strauss-Kahn deu tratamento privilegiado a uma mulher com a qual manteve um romance, a húngara Piroska Nagy, uma alta funcionária do departamento da África do FMI, que deixou a instituição em agosto passado.

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