FMI discute proteção do sistema financeiro argentino

Uma fonte do Ministério de Economia confirmou que a missão do FMI integrada por Tomás Reichmann, responsável pelas negociações com a Argentina, e por John Thornton, chefe da Divisão do Rio da Prata, deixa o país nesta quarta-feira.Em viagem não programada, os técnicos chegaram à Buenos Aires nesta segunda-feira para conhecer os passos do governo, após a anunciada desvalorização do peso.Embora as versões oficiais sustentem que a missão é puramente técnica, sem nenhuma pretensão de negociação, a fonte afirmou que o principal motivo da presença de Reichmann e Thorton é assessorar e aconselhar a equipe econômica argentina no que se refere à política monetária e demais medidas afins, com vistas à negociação oficial com o FMI a partir do final deste mês.O FMI, assim como o presidente norte-americano, George W. Bush, sugeriram ao governo de Eduardo Duhalde a adoção do câmbio flutuante o mais rápido possível.Neste sentido, o FMI estaria disposto a ajudar a Argentina mediante a liberação das parcelas relativas à blindagem financeira concedida no final de 2000.Dentro desta previsão, o governo poderia contar com US$ 9 bilhões. Porém, o valor é insuficiente para que o governo possa deixar o câmbio flutuar e, por isso, a Argentina pediria socorro aos países desenvolvidos - um montante calculado em mais de US$ 11 bilhões.Tomás Reichmann e John Thorton examinaram o esboço do orçamento que o governo espera aprovar até fevereiro, uma condição exigida pelo FMI para começar as negociações.A prioridade dos dois técnicos, segundo a fonte, foi a discussão das medidas que o Banco Central deve divulgar nas próximas horas para proteger o sistema financeiro de uma quebra e os detalhes da política monetária, com cuidado especial para o item emissão de moeda. Os economistas temem uma emissão desenfreada.Leia o especial

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