Tim Sloan/AFP
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FMI diz monitorar de perto a situação do Brasil

Avaliação de diretor do Fundo Monetário é que, mesmo que presidente seja trocado, agenda de reformas precisa continuar

Altamiro Silva Junior e Gabriel Bueno Costa, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2017 | 22h22

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse estar monitorando de perto a atual crise política no Brasil para avaliar possíveis impactos para as previsões econômicas do País. Por enquanto, a instituição mantém a estimativa de crescimento de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 e 1,7% em 2018.

O diretor para o departamento de Hemisfério Ocidental do FMI, Alejandro Werner, que participou de evento na Fundação Getulio Vargas (FGV) para apresentar um estudo do FMI sobre a América Latina, afirmou que ainda é muito cedo para fazer qualquer prognóstico. A experiência do Fundo mostra que ser precipitado em ajustar a avaliação sobre a economia por conta de eventos políticos pode arranhar a reputação.

Werner ressaltou que a volatilidade cresceu no mercado brasileiro desde a quinta-feira, com as notícias sobre a delação de Joesley Batista, do grupo JBS. A avaliação do FMI é que o governo, por meio do Banco Central e do Tesouro, respondeu de forma adequada, provendo liquidez ao mercado para conter a volatilidade.

Além da ação do governo, Werner ressaltou que o Brasil construiu colchões de liquidez significativos e tem um sistema financeiro sólido. “Ainda é muito cedo para avaliar as potenciais implicações de desdobramentos que ainda estão ocorrendo”, disse. “Estamos monitorando de perto a situação.”

Perguntado sobre o andamento das reformas, como a da Previdência, Werner afirmou que é cedo para fazer prognósticos sobre como a situação atual vai afetar a agenda de medidas. Para o caso de Temer sair e um novo presidente ocupar o Planalto, Werner disse que é essencial que a agenda de reformas continue. As prioridades de política econômica devem permanecer as mesmas com um novo presidente, ressaltou.

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