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FMI diz que ainda não há data para acordo com Argentina

O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Köhler, declarou hoje que a Argentina poderia conseguir um acordo financeiro com este organismo internacional ainda no mês de julho. No entanto, Köhler colocou por água abaixo as expectativas do governo do presidente Eduardo Duhalde ao afirmar que o fechamento de um acordo "dependerá da Argentina", indicando que o país ainda precisará cumprir uma série de exigências que o Fundo estipulou desde o início do ano, além de novas exigências, que foram formuladas nos últimos dias, desde que a missão do FMI chegou à Buenos Aires."Já é hora da Argentina demonstrar que pode enfrentar suas próprias responsabilidades", disparou Köhler. "A Argentina precisa mostrar que existe um compromisso de trabalhar com a comunidade internacional", disse. O porta-voz do FMI, Thomas Dawson, afirmou que as negociações estão "indo bem", mas explicou que ainda não existe uma data definitiva para que elas concluam. Pouco depois do anúncio de Dawson, o dólar começou a subir, e terminou a jornada em 3,65 pesos.Enquanto isso, a missão do Fundo em Buenos Aires continuou endurecendo sua posição. Ontem, durante as reuniões com integrantes do ministério da Economia, os integrantes do FMI exigiram que o governo detenha a saída de reservas internacionais, que o governo, através do Banco Central, utiliza para conter a escalada do dólar, além de ajudar os bancos com os redescontos. Os bancos receberam um total de 6,5 bilhões entre fevereiro e maio para evitar problemas de liquidez.O FMI também pretende que o governo detenha a emissão monetária, já que ela ultrapassou em 85% a meta prevista para este ano, que era de 3,5 bilhões de pesos. O chefe da missão do Fundo, o inglês John Thorton, conhecido em Buenos Aires como "o homem da funerária", voltaria à Washington nesta sexta-feira. Na capital argentina somente ficariam alguns técnicos do FMI.Pouco antes das declarações do FMI, e ao ver como o Brasil e o Uruguai estão recebendo ajuda do Fundo, o chefe do gabinete de ministros, Alfredo Atanasof, havia suplicado que "a Argentina também precisa ajuda". Atanasof sustentou que o país precisa um acordo "o mais rápido possível" com o FMI. De forma extra-oficial, comentava-se ontem em Buenos Aires que o governo Duhalde pediria um período de carência, para adiar o pagamento das dívidas que possui com o FMI e outros organismos financeiros neste ano. A idéia seria a de conseguir um acordo de emergência com o Fundo, de breve duração, enquanto o acordo definitivo é negociado.Para tornar a jornada mais tensa, o Banco Bilbao Vizcaya anunciou que essa instituição financeira "tem a vocação de permanência" na Argentina, mas que isso dependerá de que o país consiga um sistema econômico equilibrado e um sistema financeiro solvente e eficaz. Como se não faltassem más notícias, o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) anunciou que o PIB argentino teve a maior queda de sua História. No primeiro trimestre deste ano, o PIB despencou 16,3%, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O recorde anterior havia sido de 12,5% no primeiro trimestre de 1990, sob os efeitos da hiper-inflação.A Argentina já acumula 14 trimestres de queda da atividade econômica. Segundo o Indec, no primeiro trimestre deste ano o consumo privado caiu 20,9%; o consumo público reduziu-se 7,5%, os investimentos despencaram 46,1%, enquanto que as importações sofreram uma perda de 58%. O presidente Duhalde, porém, está otimista. Hoje, declarou que "o pior já passou". O comentário foi motivo de sarcasmos na mídia argentina ao longo do dia.FusãoOs governadores Jorge Sobisch, de Neuquén, e Pablo Verani, de Río Negro, assinaram ontem (quarta-feira) o acordo para a convocação de um plebiscito que perguntará aos eleitores se desejam a fusão das duas províncias. Esta seria a primeira vez que duas províncias argentinas se unificam. Além disso, o motivo da fusão é inédito, já que será por motivos econômicos. A idéia de Sobisch e Verani é de que juntas, as duas províncias poderão gastar menos e arrecadar mais. Para economizar, com a fusão somente existirá um governador e uma única assembléia legislativa. O projeto é também fundir municípios, para poder economizar com o número de prefeituras e vereadores.Mas pouco depois da assinatura do acordo já começaram a surgir as primeiras divergências entre as duas províncias, quando cada um dos governadores requereu a capital da nova província para a sua própria. Uma das alternativas especuladas é a de colocar a capital na cidade de Neuquén, capital da província homônima, enquanto que a Assembléia Legislativa seria em Viedma, capital de Río Negro.

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