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FMI diz que ajuste fiscal deve ajudar a melhorar confiança no Brasil

Fundo vê como positivo o esforço em melhorar as contas públicas, mas ainda projeta um crescimento de apenas 0,3% do País em 2015

Altamiro Silva Junior, correspondente , O Estado de S. Paulo

21 de janeiro de 2015 | 17h02

O compromisso da equipe econômica de Dilma Rousseff em melhorar as contas fiscais e controlar a inflação deve ajudar a melhorar a confiança no conjunto de políticas macroeconômicas do Brasil, avalia o diretor do Departamento para o Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alejandro Werner, que nesta quarta-feira falou com jornalistas sobre as perspectivas para a América Latina.

Mesmo após as eleições e a redução das incertezas sobre os nomes do segundo mandato de Dilma, os níveis de confiança de empresários e consumidores teimam em permanecer muito baixos no País, ressaltou Werner. "A atividade econômica é anêmica", afirmou. A projeção do FMI é de que o Brasil cresça apenas 0,3% este ano, depois de ficar praticamente estagnado em 2014.

No caso específico da América do Sul, as perspectivas não são muito animadoras, avalia o diretor do FMI. A região tem sido bastante afetada pelo fraco crescimento da economia mundial e a consequente queda dos preços das commodities agrícolas e minerais. "Ao mesmo tempo, a região se beneficia pouco da maior expansão dos Estados Unidos." Por isso, a previsão é de que as exportações dos países da sul-americanos cresçam em média apenas 1% em 2015.

Além disso, há problemas internos e, em meio aos baixos níveis de confiança, os empresários não investem. Werner destaca que o investimento na América do Sul tem desacelerado a cada ano desde 2010 e deve declinar em 2015.

Na região, a previsão do FMI é de que a Argentina tenha retração de 1,3% este ano e a Venezuela encolha 7%, por conta da queda do preço do petróleo. Pelo lado positivo, o Chile deve crescer 2,8% e a Colômbia, 3,8%. Em outubro, quando divulgou um relatório de previsões, o FMI esperava que a América Latina fosse crescer 2,2% este ano.

A América Latina deve ter um novo ano de crescimento abaixo da média, com fatores externos e problemas domésticos afetando negativamente a atividade em vários países, avalia o diretor do Departamento para o Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alejandro Werner.

Petróleo. Werner destaca que normalmente o início de um ano é marcado por uma dose de otimismo. Mas o começo de 2015 para a América Latina, ao contrário, é marcado por uma série de preocupações e as previsões de crescimento para a região foram agora revisadas para baixo pelo FMI.

A redução do preço do petróleo deve ter, no geral, um impacto neutro para a região como um todo, destaca Werner. Mas alguns países, principalmente Venezuela e Equador, serão duramente afetados. Já para o México, que é exportador da commodity, a queda deve ter impacto limitado, pois o setor de petróleo tem um papel relativamente modesto na economia, destaca Werner. Além disso, o país deve se beneficiar da maior expansão esperada pelos Estados Unidos este ano.

Os preços do petróleo mais baixos vão aliviar as pressões inflacionárias e as vulnerabilidades externas em alguns países, ressalta o diretor do FMI. Na América do Sul, a queda dos preços de outras commodities, sobretudo agrícolas e minerais, deve seguir afetando negativamente a região.

Em meio ao cenário mais desafiador, Werner reforçou a necessidade de os governos da América Latina resolverem gargalos em infraestrutura, como uma forma de estimular a atividade econômica.

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