FMI diz que Brasil obteve resultados ´impressionantes´

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo Rato, apoiou a decisão do governo brasileiro de não renovar o acordo com a instituição, que vence dia 31 deste mês. "A decisão das autoridades reflete os resultados impressionantes, geralmente além das expectativas, das políticas de reformas e estabilização macroeconômica apoiadas pelo atual programa?, afirmou Rato num comunicado divulgado nesta segunda-feira, poucas horas após o anúncio do Ministério da Fazenda.O comunicado do diretor do Fundo ainda cita o crescimento acima de 5% da economia no ano passado, a queda da inflação, a elevação para ?níveis confortáveis? das reservas internacionais, o aumento dos investimentos e o superávit na balança comercial e nas contas correntes.O diretor do Fundo diz ainda que a política fiscal contribuiu para reduzir o nível e melhorar a estrutura da dívida pública e ajudou a preservar a estabilidade macroeconômica, enquanto os esforços do setor privado para melhorar os balanços das empresas levaram a uma redução do endividamento externo.?Esses desenvolvimentos reduziram significantemente as vulnerabilidades econômicas e aumentaram a confiança na economia?, afirma. ?As autoridades estão comprometidas com a continuidade da agenda da reformas?, disse Rato.HistóricoA partir de abril, será a primeira vez que o Brasil não terá um programa com o FMI em sete anos. O acordo atual, fechado em setembro de 2002, colocou à disposição do Brasil US$ 42,1 bilhões, dos quais o país sacou US$ 26,4 bilhões.Apesar de não ter sacado recursos no acordo stand by que fez em 2003, o país é o maior devedor do Fundo, com uma dívida de US$ 24,6 bilhões, e as contas do país tinham que ser aprovadas a cada três meses.Agora, mesmo sem acordo, o governo promete continuar seguindo superávit necessário para pagar a dívida que hoje é de 51,3% do PIB.A valorização do real diante do dólar permitiu ao Banco Central nos últimos meses comprar dólares para reforçar as reservas internacionais e diminuir o risco de ser afetado por uma crise internacional.Mesmo descontando os recursos reservados para o pagamento da dívida nos próximos anos, as reservas somam hoje cerca de US$ 40 bilhões, o nível mais elevado dos últimos anos.

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