FMI diz que desequilíbrio global está crescendo

O diretor-gerente do FMI, Rodrigo Rato, afirmou nesta terça-feira que para combater os atuais desequilíbrios monetários globais são necessárias reformas nas políticas econômicas de Estados Unidos, Japão e Europa, e também um regime cambial mais flexível na China. "Um regime cambial mais flexível beneficiaria a economia chinesa e a do resto do mundo", afirmou Rato em Paris, onde participará da reunião ministerial anual da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o responsável pelo FMI, se as autoridades destes países não derem estes passos "os riscos aumentarão (...) e isso é um problema num momento em que estamos assistindo a um certo enfraquecimento da economia mundial e a um aumento das taxas de juros". Rato foi recebido pelo presidente francês, Jacques Chirac, com quem falou sobre a necessidade de "um substancial aumento da ajuda" ao desenvolvimento para poder cumprir as Metas do Milênio de redução da pobreza extrema à metade em 2015, em relação ao ano 2000. Sobre a proposta do presidente francês de criação de uma taxa internacional - sobre passagens de avião e de navio - para financiar o desenvolvimento, Rato disse que as diferentes idéias que chegam até ele para aumentar os fundos são "interessantes". Rato ressaltou que "é necessária mais ajuda, mas principalmente de mais qualidade". Da situação da África, ele afirmou que o continente está experimentando um rápido crescimento nos últimos anos, mas isto não permitiu reduzir a pobreza. Rato disse que, para progredir, o continente precisa reforçar a estabilidade macroeconômica, ter uma maior abertura dos mercados e uma maior integração no mercado mundial e fortalecer os governos.

Agencia Estado,

03 Maio 2005 | 10h31

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