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FMI diz que Índia e China não estão imunes à crise

A economia mundial entrou em umafase de dificuldades à medida que a crise financeira se espalhapara a economia real e países como Índia, China e outraseconomias emergentes sentirão os efeitos "em breve", disse odiretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) nestaquarta-feira. O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse queos governos precisam estar prontos para soltar temporariamentepacotes de estímulos de gastos para alavancar as economias. "Este virou um problema global que requer uma soluçãoglobal", disse ele em um discurso a um instituto econômico naÍndia. "Mercados emergentes precisam se juntar aos paísesindustrializados nas responsabilidades macroeconômicas e depolíticas regulatórias. Uma abordagem conjunta oferece as melhores esperanças paraassegurar a estabilidade econômica global, disse ele,acrescentando que apesar do rápido crescimento, países como aChina e Índia não estão descoladas de economias indútriais. Os principais bancos centrais estão fazendo a sua parteprovendo liquidez e liberação monetária, mas governos dospaíses que estão bem financeiramente deveriam estar prontospara aumentar os gastos para impulsionar o consumo privado. Mas qualquer aumento dos gastos deve ser temporário, já quea disciplina continua importante. Os mercados emergentes precisam considerar quanto espaço hápara benefícios monetários ou estímulos fiscais, afirmou,apesar de que nem todas as economias emergentes precisemaliviar a política fiscal. A Índia, por exemplo, teve crescimento muito forte e umdéficit público alto, com a consolidação fiscal se mantendocomo prioridade, observou. "Há também a possibilidade de que algumas economiasemergentes ajudem a sustentar o crescimento global -- atravésde políticas para reforçar sua demanda doméstica e mecanismosde crescimento, incluindo maior flexibilidade de taxas decâmbio." A crise que surgiu nos problemas do mercado imobiliárionorte-americano já atingiu o crescimento no país e os efeitospode ser sentidos na Europa e outros países. No passado, uma queda de 1 por cento no crescimentonorte-americano atingiu o crescimento dos países emergentes emaproximadamente 0,5 a 1 por cento, dependendo de suas ligaçõescom os Estados Unidos, disse Strauss-Kahn. No mês passado, o FMI cortou sua previsão para ocrescimento mundial para este ano e alertou que a atividadeeconômica pode desacelerar ainda mais. O principal motivo para a revisão foi a perspectiva decrescimento nos Estados Unidos e Europa. O fundo abaixou sua projeção para o crescimento global de2008 para 4,1 por cento ante 4,4 por cento, abaixo dos 4,9 porcento obtidos no ano passado.

UNNI KRISHNAN E SUROJIT GU, REUTERS

13 de fevereiro de 2008 | 11h04

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