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FMI diz que não se opõe a controles de capital

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse ontem que, a princípio, o Fundo não se opõe a controles de capital para limitar fluxos especulativos que possam criar bolhas de ativos. "Eu não tenho uma ideologia sobre isso", disse Strauss-Kahn, em entrevista ao Financial Times. Segundo ele, depois das experiências dos últimos anos, "não há por que achar que não ter controle nenhum é sempre a melhor situação". Mas Strauss-Kahn afirmou que taxas pequenas, como os 2% aplicados no Brasil, são questionáveis, "não porque se trata de controle de capital, mas porque não acredito que serão realmente eficientes".

AE, Agencia Estado

03 de novembro de 2009 | 10h00

Inicialmente, o Fundo havia criticado os controles de capital adotados pelo Brasil, com a taxa de 2% sobre investimento estrangeiro em renda fixa e variável. "Esse tipo de tributo dá algum espaço para manobra, mas não é muito, por isso o governo não deve se sentir tentado a adiar outros ajustes mais fundamentais", disse, na ocasião, Nicolás Eyzaguirre, diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo. "Na realidade, a experiência em vários países é de que, com o tempo, o sistema se torna poroso, dependendo da criatividade dos mercados."

Essa posição foi alvo de críticas. John Williamson, economista que cunhou a expressão "Consenso de Washington", disse que se tratava de um erro. Ele disse que poderia ser necessário elevar a taxa de 2% para 4% ou 5%, para que fosse de fato eficiente. Strauss-Kahn disse não ser ideologicamente contra os controles, mas fez ressalvas. "O problema é que, na maior parte do tempo, os controles não funcionam." Mas ele disse entender o problema dos formuladores de políticas que estão diante de um aumento repentino nos fluxos de capital e se preocupam com bolhas. "Não temos muitos instrumentos para evitar que isso aconteça", disse ele ao FT. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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