FMI diz que país só cresce em 2013

A Grécia já vive sua Grande Depressão. Estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) reveladas ontem apontam que o país voltará a crescer apenas em 2013. Até lá, terá perdido 15% do Produto Interno Bruto (PIB).

HERAKLION, GRÉCIA, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2011 | 06h09

Os planos de austeridade adotados pelo governo, a falta de créditos e a queda drástica no consumo e investimentos se refletiram na saúde da economia.

Depois de sofrer uma contração de 2% em 2009 e 4,5% em 2010, o próprio governo grego já admite que a diminuição do PIB será de mais 5,5% em 2011.

Ontem, o FMI apresentou sua nova estimativa para o país e alertou que, em 2012, a contração continuará. A Grécia perderá mais 2,5% de seu PIB. No total, a contração será de 15% em quatro anos de crise, duas vezes superior ao que os Estados Unidos perderam em 1930 com a Depressão. Naquele ano, a economia americana sofreria uma queda de 8%.

Segundo o representante do FMI na Grécia, Bob Traa, a previsão é de que o crescimento seja retomado apenas em 2013, com cerca de 2,5%. Mas o país levará quase uma década até retornar aos mesmos níveis de 2007.

Dependência total. Ontem, o ministro do Desenvolvimento Michalis Chryssohoides admitiu que a economia grega havia fracassado em obter qualquer tipo de competitividade e indicou que o governo estava comprometido em transformar a base econômica do país. Hoje, admitiu que a economia é totalmente dependente do Estado e de importações.

"Não podemos continuar desta maneira. Estamos muito dependentes de importações", disse Chryssohoides. "Há duas formas de sair dessa situação. Ou reduzimos de forma drástica a renda ou aumentamos a competitividade", defendeu o ministro. / J.C.

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