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FMI e Bird defendem retomada da Rodada Doha

Um dia antes da reunião do G20 no Rio de Janeiro, que começa neste sábado, os jornais El Pais, da Espanha, e Clarín, da Argentina, trazem um artigo assinado pelo diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, Rodrigo de Rato, e pelo presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, em que fazem um apelo para a retomada das negociações da Rodada Doha. As conversas da rodada foram suspensas no dia 23 de julho e espera-se que o encontro deste fim-de-semana no Rio de Janeiro seja o primeiro passo para sua retomada.Na opinião de Rato e Wolfowitz, a suspensão das negociações, "na prática, produziu uma capitulação diante dos grupos de pressão defensivos que se prendem ao status quo". "E o status quo é inaceitável."No artigo, eles também dizem que os acordos de livre comércio bilaterais ou regionais "não podem substituir a liberalização multilateral"."Apesar de a volta à mesa de negociação não ser fácil, não existem obstáculos insuperáveis, (...) Pelo bem dos cidadãos, do sistema do comércio mundial e dos pobres do mundo, é hora de voltar ao trabalho."No limiteO diário argentino Página 12 traz nesta sexta-feira uma declaração do presidente da filial boliviana da Petrobras, José Fernando de Freitas, de que o nível atual de produção de gás na Bolívia não permite que o país cumpra sequer com seus contratos vigentes com Brasil e Argentina, muito menos com futuros acordos.Segundo o executivo brasileiro, a capacidade da Bolívia está limitada pela freada dos investimentos estrangeiros no setor por causa da nacionalização decretada em maio."Se todos os mercados pedirem os volumes máximos, e estamos próximos disto, a Bolívia não teria capacidade de entregá-los", disse Freitas ao jornal. Em uma entrevista ao diário boliviano La Razón, Freitas também aborda o assunto, dizendo que os novos volumes de gás esperados pela Argentina não são viáveis sem investimentos adicionais."Agora, quem poderia fazer estes investimentos com este marco que temos hoje? Certamente, não será a Petrobras", afirmou.Acordo secreto Vários dos principais jornais mundiais dão destaque para a resposta do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, às pressões que vinha sofrendo para anunciar uma data para deixar o cargo.Sob a manchete "O fim indigno de Blair", o jornal alemão Süddeutsche Zeitung diz que o premiê britânico está prejudicando seu partido e o governo ao "se agarrar ao gabinete".Já o jornal francês Libération diz que seria muito simplista enxergar o "golpe rasteiro" de expulsar Blair do gabinete como um símbolo da queda do "blairismo".Segundo o diário, os recentes fracassos do Partido Trabalhista de Blair não deveriam ofuscar os sucessos que fizeram com que a legenda vencesse três eleições seguidas.Os jornais britânicos exploraram o assunto em várias páginas de seus primeiros cadernos. O Guardian fala sobre uma trégua "sombria e instável" entre Blair e seu sucessor, Gordon Brown, apesar de ambos insistirem que não houve nenhum tipo de acordo secreto.Assim como outros jornais britânicos, o Daily Telegraph diz que, de acordo com um cronograma detalhado que está sendo definido em Downing Street (sede do governo britânico), Blair anunciaria em fevereiro que deixa o cargo no dia 4 de maio - três dias antes de completar dez anos como primeiro-ministro e um dia após as eleições locais.Avião ecológico O jornal britânico Birmingham Post destaca o lançamento do avião "ecológico" produzido pela empresa brasileira Embraer, o E195, que decola do aeroporto internacional de Birmingham pela primeira vez no dia 29 deste mês.A empresa aérea Flybe é a primeira no mundo a comprar o modelo e, segundo o jornal, encomendou 26 aeronaves, em um negócio de cerca de US$ 950 milhões (o equivalente a cerca de R$ 2,04 bilhões)."A introdução do avião produzido pela brasileira Embraer vai gerar uma das frotas mais jovens e ecológicas da indústria. (...) O Embraer de 118 lugares vai usar mais de 20% menos combustível do que o modelo 146 da British Airways que ele está substituindo."

Agencia Estado,

08 de setembro de 2006 | 11h44

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