FMI e Bird estudam recomposição tarifária na Argentina

A missão técnica do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional receberá hoje uma descrição detalhada sobre a situação atual das empresas concessionárias de eletricidade e de gás, a qual mostra a necessidade de uma recomposição tarifária e de criar alternativas para melhorar a rentabilidade destas sem provocar impactos no bolso do consumidor. Os técnicos se reuniram ontem com o ministro de Economia, Roberto Lavagna, antes de iniciar a maratona de reuniões com as empresas privatizadas de serviços públicos. A missão também se encontrará com a Comissão de Renegociação dos Contratos de Obras e Serviços Públicos e com o defensor do Povo da Nação, Eduardo Mondino.Um dos relatórios que a missão receberá dos técnicos argentinos destaca que, com o aumento médio de 10% nos serviços de eletricidade e de 7% no de gás, as empresas conseguiram um equilíbrio operativo mas não lucrativo. Segundo fontes do Ministério de Economia, o governo quer encontrar alternativas para compensar as perdas das companhias sem passar, necessariamente, por aumentos da ordem de 50% como reivindicam as empresas privatizadas e defende o próprio FMI. O governo defende a melhoria da rentabilidade através de redução dos custos operacionais, retoques na qualidade do serviço, adequação de normas regulatórias e do plano de investimentos à emergência econômica do país.

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