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FMI e Bird não podem ser condomínio de Europa e EUA, diz Lula

Para o presidente, crise é oportunidade para a construção de 'nova ordem e governança internacionais'

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

24 de junho de 2009 | 15h23

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 24, que é "impensável" que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird) continuem sendo "um condomínio de europeus e norte-americanos". Ele fez a declaração no Itamaraty, na recepção à presidente das Filipinas, Gloria Arroyo.

 

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Na avaliação de Lula, a crise é uma oportunidade para a construção de "uma nova ordem e governança internacionais". "Ela nos mostra que o mundo não pode ser regido por um clube de sete ou oito países ricos sem levar em conta mais da metade da humanidade", declarou o presidente. Segundo ele, as organizações políticas e econômicas multilaterais "não podem mais prescindir do peso e da legitimidade dos países em desenvolvimento".

 

Depois de defender reforma também das Nações Unidas e agradecer o apoio das Filipinas ao pleito brasileiro por um acento permanente no Conselho de Segurança da ONU, Lula afirmou que o momento atual exige dos países em desenvolvimento uma atitude firme e coerente no enfrentamento da crise.

 

"A crise atual resultou de um ciclo de quase três décadas de equívocos cometidos em nome do neoliberalismo. Foram as teses do Estado mínimo, das privatizações desenfreadas de empresas públicas e a crítica à forte presença reguladora do Estado que conduziram a economia global à beira do abismo", afirmou o presidente.

 

Ele lembrou que, em pronunciamento que fez recentemente na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, condenou a "onda de xenofobia que acompanha a retração das economias dos países ricos."

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