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FMI e Bird pedem retomada da Rodada de Doha

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird) alertaram para a importância de líderes mundiais voltarem às negociações multilaterais da Rodada de Doha de liberalização de comércio. O apelo foi feito pelo diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, no discurso de abertura da sessão plenária do Fundo nesta terça-feira, em Cingapura. Rato disse que os líderes mundiais precisam agir com rapidez para reavivar a Rodada de Doha, a fim de prevenir uma guinada em direção ao protecionismo. O presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, reforçou o apelo, sugerindo que os Estados Unidos cortem subsídios agrícolas e melhorem a vida dos produtores dos países em desenvolvimento. "Com as negociações de liberalização de comércio na Rodada de Doha suspensas, devemos considerar novas idéias e aceitar que todas as partes neste projeto precisam ceder", afirmou Wolfowitz."Países em desenvolvimento, como a China, Índia e Brasil, precisam cortar tarifas nos produtos industriais". Negociações suspensas A Rodada de Doha envolve os 149 países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), mas está com as negociações suspensas desde julho por tempo indeterminado, porque os principais países negociadores - entre eles o Brasil - não conseguiram avançar nas propostas de redução do protecionismo agrícola.Países emergentes e a União Européia culparam os Estados Unidos por não apresentar uma proposta ousada de corte aos subsídios à agricultura.Também não houve consenso sobre um maior acesso aos mercados de produtos industriais e de serviços em países emergentes, como vem sendo pedido pela União Européia e pelos Estados Unidos. De Rato definiu a suspensão das negociações como "profundamente frustrante e prejudicial". "Isso (o impasse) adia um acordo que geraria prosperidade e apoiaria o crescimento mundial, ao mesmo tempo em que aumenta a inclinação ao bilateralismo, na melhor das hipóteses, e ao protecionismo, na pior das hipóteses", afirmou.Rodrigo de Rato disse que o mundo está passando por um período de grande crescimento e baixa inflação - um cenário inédito desde os anos 1960 - e que se pode esperar um sólido crescimento para 2007.Mas o diretor-gerente do FMI alertou que o "ciclo de crescimento global pode estar perto do ápice". Segundo ele, há uma falta de trabalhadores qualificados e o sistema de comércio mundial está ameaçado por um renascimento do protecionismo."Ou o mundo vai para frente, com maior crescimento e melhores oportunidades, ou para trás, com o estreitamento do nacionalismo. Não devemos nos enganar acreditando que existe um meio termo confortável", afirmou ele.Reforma Durante a sessão de abertura do encontro entre FMI e Banco Mundial, Rodrigo de Rato comemorou a aprovação da reforma do Fundo, aprovada nesta segunda-feira. A aprovação vai aumentar a nossa eficácia e adicionar legitimidade a todas as outras reformas que pretendemos implementar", disse ele.Os 184 membros do Fundo Monetário Internacional votaram na primeira fase da reforma da instituição pelo aumento do poder de voto da China, Coréia do Sul, México e Turquia, países que têm importância crescente na economia global.O poder de voto no FMI é importante porque afeta o peso dos países nas decisões da instituição, e o quanto cada país pode tomar emprestado do Fundo.Mas o Brasil e outros três países que votaram contra a proposta queriam que a reforma fosse feita de uma só vez. Atento às críticas de que os países mais pobres estão sendo deixados para trás no processo de reforma, o Fundo planeja dobrar o número básico de votos dos membros, independentemente da posição econômica de cada um. O diretor-gerente do Fundo delineou duas áreas consideradas importantes dentro do plano de reformas para os próximos dois anos: vigilância monetária e medidas para prevenção de crises, especialmente nas economias emergentes. Para que haja sucesso nessas áreas, as consultas multilaterais, a redução de déficit público, o fortalecimento de sistema financeiro e a flexibilidade econômica são necessários entre os países afiliados.

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