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FMI: economia global deve ter 1ª contração em 60 anos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a atividade econômica global terá em 2009 sua primeira contração em 60 anos, de 0,5% a 1%, em base anualizada, com as economias avançadas contraindo entre 3% e 3,5%, a mais profunda desaceleração desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

19 de março de 2009 | 12h16

As economias emergentes, entretanto, manterão desempenho positivo este ano, segundo projeções do FMI, crescendo entre 1,5% e 2,5%. Os cálculos foram apresentados no encontro do G-20 (grupo formado por grandes economias desenvolvidas e emergentes) que aconteceu no último fim de semana, mas foram divulgadas somente hoje pelo FMI, que disponibilizou os números em seu website.

O FMI calcula que haverá recuperação da economia global em 2010, mas advertiu que "um atraso na implementação de políticas abrangentes para estabilizar as condições financeiras poderão intensificar a resposta negativa provocada na economia real e no sistema financeiro, levando a uma recessão ainda mais profunda e prolongada".

O Japão está entre as economias avançadas onde a atividade deve apresentar maior desaceleração, mergulhando 5,8% em 2009, prevê o FMI. Para os Estados Unidos, a estimativa do fundo é de contração de 2,6% e, para os 16 países europeus da zona do euro, a previsão é de queda de 3,2% na atividade econômica.

"Apesar dos enormes pacotes de estímulo empregados pelas economias mais avançadas e por vários mercados emergentes, o volume do comércio despencou rapidamente, enquanto os dados de produção e do emprego sugerem que a atividade econômica global continuou em contração no primeiro trimestre deste ano", disse o FMI.

Para 2010, o FMI estima recuperação das economias, com aumento de 1,5% a 2,5% da atividade em todo o mundo. As economias avançadas devem ficar estagnadas ou crescer 0,5% no ano que vem; os EUA devem crescer 0,2% e a zona do euro, 0,1%. Já o Japão deve seguir em retração, com a atividade caindo 0,2% em 2010. O fundo informou que ainda trabalha nas projeções e que irá anunciar os cálculos para cada um dos países em 22 de abril.

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