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FMI eleva previsão de expansão global mas mantém Brasil

O Fundo Monetário Internacional(FMI) revisou para cima nesta quarta-feira as projeções deexpansão da economia global. A instituição citou a aceleraçãodo crescimento de China, Índia e Rússia, ao mesmo tempo em queos Estados Unidos parecem ganhar força. O FMI revisou a previsão de crescimento global para 5,2 porcento em 2007 e 2008, acima da projeção de 4,9 por cento feitaem abril para os dois anos. O Fundo manteve a previsão de crescimento para o Brasil em4,4 por cento este ano e de 4,2 por cento em 2008. Em uma atualização das previsões divulgadas em abril, o FMIdisse que a deterioração do mercado de crédito causada pelainadimplência nas hipotecas de alto risco nos EUA representa umrisco para os mercados financeiros mas, até aqui, o dano parece"que provavelmente ficará contido em grande medida". A projeção de crescimento da China foi revisada para cima,de 10 por cento para 11,2 por cento, em meio à forte alta dasexportações e do investimento, que está sendo acompanhada peloaumento do consumo doméstico, disse o vice-diretor dodepartamento de pesquisa do FMI, Charles Collyns. Juntas, China, Rússia e Índia contribuem com mais da metadeda projeção de 5,2 por cento de crescimento global neste ano,acrescentou Collyns. O Fundo reduziu levemente a previsão para o crescimentonorte-americano em 2007 para 2,0 por cento, ante estimativaanterior de 2,2 por cento. Para 2008, o prognóstico foi mantidoem 2,8 por cento. PRESSÃO INFLACIONÁRIA O FMI alertou, porém, para o risco de que as pressõesinflacionárias estejam aumentando globalmente --principalmentedevido à alta dos preços de energia e commodities, e da pressãono mercado de trabalho. Os bancos centrais agora parecem maisdispostos a apertar a política monetária do que estavam emabril. "Há preocupações de que as pressões inflacionárias estãoacelerando, e os bancos centrais terão que responderrapidamente e olhando para frente", acrescentou Collyns. O FMI também disse que os riscos nos mercados financeirosglobais aumentaram devido à volatilidade no segmento decrédito, que foi disparada pela inadimplência no setorimobiliário de alto risco norte-americano.

DAVID LAWDER, REUTERS

26 de julho de 2007 | 01h27

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