coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

FMI elogia o Brasil mas alerta para inflação acima da meta

Ao anunciar a conclusão da terceira revisão do acordo com o Brasil, a vice-diretora gerente do FMI, Anne Krueger, disse que o desempenho do Brasil permanece forte, com todos os critérios de desempenho no final de março, metas indicativas e parâmetros estruturais sendo atingidos, "embora a inflação medida em 12 meses tenha permanecido acima dos níveis do programa".Segundo ela, apesar do desempenho sólido de políticas econômicas, os acontecimentos do mercado financeiro nas últimas semanas mostram que o compromisso das autoridades brasileiras em manter uma postura cautelosa em relação à política macroeconômica é justificável. "Neste contexto, as medidas anunciadas no último dia 13 de junho devem fortalecer os fundamentos macroeconômicos já sólidos do Brasil, contribuindo para uma estabilização do mercado financeiro", afirmou. "O aumento da meta de superávit primário para o setor público consolidado deverá contribuir para melhorar a dinâmica da dívida pública, enquanto o recente aperto de liquidez deverá fornecer suporte ao real".Na opinião de Krueger, o programa de recompra da dívida externa deverá proporcionar um parâmetro melhor para as empresas brasileiras que procurem acessar o mercado de capitais internacional, além de ajudar a fortalecer o real. "A redução do piso das reservas líquidas internacionais no âmbito do acordo permitirá essa operação (recompra da dívida) ocorrer sem reduzir o espaço de manobra do Banco Central", disse. "No médio prazo, as autoridades precisarão continuar trabalhando para reduzir a grande necessidade de financiamento externo do Brasil e as necessidades de financiamento do setor público, como também reduzir a grande fatia da dívida pública que está atrelada aos juros e também ao câmbio".Segundo ela, "maiores progressos nessas áreas, assim como nos elementos restantes da agenda de reforma estrutural, contribuirão para fortalecer mais ainda a posição do Brasil nos próximos anos".

Agencia Estado,

18 de junho de 2002 | 17h19

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.