FMI está otimista sobre potencial da América Latina

O diretor-gerente do FMI, Horst Kohler, disse que está fundamentalmente otimista em relação à América Latina, e que há enorme potencial para crescimento econômico da região, que, em sua opinião, tem líderes que sabem o "caminho adiante". Em discurso intitulado "gerando crescimento sustentado na América Latina - principais desafios", feito no seminário "Crise e Oportunidades na América Latina", promovido pelo Council of the Americas, Kohler disse hoje que a continuidade nas políticas macro-econômicas do governo brasileiro está começando a dar resultados. O diretor disse que viu na região como um todo, no primeiro trimestre deste ano, sinais encorajadores de melhora. "As exportações estão crescendo fortemente em diversos países, beneficiando-se da depreciação cambial do passado. Além disso, a percepção do mercado melhorou substancialmente com a forte queda nos spreads da dívida e um amplo leque de países retornando ao mercado de capitais em condições mais favoráveis", afirmou.ArgentinaHorst Kohler disse também que é bem-vinda a recente estabilização da economia argentina. Segundo ele, depois de um 2002 muito difícil, uma recuperação econômica na América Latina está emergindo. Ele também afirmou que, além dos sinais econômicos, acontecimentos políticos na região também têm sido encorajadores. "Os novos governos na Bolívia, Brasil, Colômbia e Equador reafirmaram a democracia e uma estratégia baseada nos mercado, comprometendo-se a trabalhar com a comunidade internacional para encontrar soluções para seus problemas", afirmou Kohler. Segundo ele, são estes desenvolvimentos positivos que dão margem para otimismo. "Na América Latina, estão formulando uma agenda que eu chamaria de crescimento com igualdade social", afirmou, acrescentando que três elementos desta agenda são particularmente importantes. O primeiro seria tornar as economias mais resistentes, evitando futuras crises financeiras. O segundo, fortalecer o ambiente institucional, e o terceiro, atacar de frente excessivas desigualdades de renda e corrupção, para construir um consenso social sólido para reformas.

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