FMI incluirá metas de inflação no acordo com a Argentina

O regime de metas de inflação deverá estar incluído no próximo acordo entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Argentina. Esta definição deve ser concluída nas próximas semanas. De acordo com fontes do ministério de Economia, a adoção do regime ocorrerá a partir da metade do ano que vem. Também será incluída no acordo, uma estratégia gradual de saneamento do sistema financeiro, que não prevê fechamentos massivos de bancos. O ministério de Economia deverá receber hoje as objeções da diretoria do FMI ao rascunho da carta de intenções. O governo ainda não decidiu se pagará ou não o vencimento do dia 9 de setembro de US$ 2,9 bilhões, caso o acordo não seja fechado com tempo de renovação desta dívida. A decisão de pagar ou não é do presidente Néstor Kirchner, que já afirmou ser contra o uso das reservas para o pagamento de dívidas.A maior divergência entre o governo e o FMI é o superávit fiscal primário. O ministro Roberto Lavagna não abre mão de um superávit de 3% para os três anos de vigência do acordo. O FMI quer um superávit crescente até 4,5%. Desta definição depende não só o acordo, mas também o desenho da proposta de reestruturação da dívida em default, que o governo argentino prometeu apresentar no dia 23 de setembro, na assembléia anual conjunta do FMI e Banco Mundial, em Dubai.

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