Tim Sloan/AFP
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FMI mantém projeção para PIB do Brasil e vê País perto de sair do fundo do poço

Fundo prevê retração de 3,3% este ano e crescimento de 0,5% em 2017; FMI também espera desaceleração dos preços e piora do desemprego

Altamiro Silva Junior, correspondente, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2016 | 10h22

NOVA YORK - O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e vê o País encolhendo 3,3% este ano e crescendo 0,5% no próximo, mesmas estimativas do relatório anterior da instituição, divulgado em julho. A avaliação dos economistas do FMI, que começa hoje reunião anual em Washington, é que o País está perto de sair do fundo do poço e pode voltar a crescer no final do ano. 

Desde abril, quando o Fundo fez em Washington sua última reunião com ministros das finanças e presidentes de bancos centrais, a avaliação é que o Brasil segue com desafios importantes, mas o cenário melhorou e o País está próximo de sair da recessão. "A economia brasileira permanece em recessão, mas a atividade parece estar perto de sair do fundo do poço, na medida em que os efeitos de choques passados - declínio dos preços das commodities, ajuste dos preços administrados e incerteza política - se dissipam", afirma o relatório. 

A inflação no Brasil segue acima da meta do Banco Central, mesmo movimento visto em outros emergentes como Turquia e Rússia, ressalta o FMI. Mas a previsão é que os índices de preços na economia brasileira reduzam gradualmente o ritmo de alta, na medida em que o efeito da desvalorização do real no passado fica menor. A previsão do FMI é que o IPCA termine o ano em 7,2% e no final de 2017 recue para 5%. 

A piora da confiança de investidores, empresários e consumidores no Brasil parece ter parado e dá sinais de recuperação, mas o relatório do FMI fala que há uma forte necessidade de estimular uma melhora maior da confiança, por meio de um reforço do "arcabouço de políticas". "A credibilidade da política econômica foi severamente prejudicada por acontecimentos que antecederam a transição de regime", afirma o relatório. 

Nesse cenário, a adoção do teto que limita a expansão dos gastos públicos e ferramentas "coerentes" que garantam a consolidação fiscal no médio prazo enviariam aos agentes "fortes sinais" de comprometimento político, de acordo com o FMI. Outras medidas sugeridas pelo Fundo para melhorar o ambiente de negócios no Brasil e elevar investimentos incluem a redução de barreiras ao comércio, simplificação dos tributos e resolução de gargalos em infraestrutura.

Desemprego. O Fundo espera piora adicional no mercado de emprego do Brasil. A taxa de desemprego deve subir de 8,5% em 2015 para 11,2% em 2016 e 11,5% em 2017. Já o déficit da conta corrente, depois de forte queda de -3,3% do PIB de 2015 para -0,8% este ano, deve subir para -1,1% em 2017.

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