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FMI: mercado deve reduzir complacência ao risco

Os mercados financeiros deverão reduzir o excesso de complacência ao risco após a recente volatilidade, avaliou o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato. Ele afirmou que a instituição já vinha alertando os agentes financeiros sobre o excesso de posições tomadas em operações de arbitragem de juros internacionais (carry trade). "Alertamos que esses instrumentos embutiam um alto elemento de risco", disse ele, hoje, em entrevista em São Paulo.Segundo Rato, os mercados internacionais passam por um momento de correção importante, que certamente trará conseqüências. "Algumas economias sentirão mais do que outras, mas ainda é cedo para falar sobre números", afirmou. Questionado sobre a economia norte-americana, o diretor do FMI observou que, apesar da crise no mercado de crédito imobiliário, a situação das empresas e do mercado de trabalho continua favorável. Ele destacou ainda que as projeções de inflação para os EUA seguem moderadas, o que facilita a adoção de instrumentos de política monetária. De acordo com Rato, o eventual contágio da crise dos mercados para a economia real não deverá se manifestar de forma dramática em nenhum país. "Ao contrário de crises anteriores, a atual não deve se manifestar em risco soberano", avaliou.BrasilO diretor-gerente do FMI elogiou a condução da política macroeconômica brasileira. "Está claro que o avanço na estabilidade foi muito positivo para o País", disse. Segundo Rato, os progressos na condução da economia têm ajudado o Brasil a atravessar a atual crise dos mercados financeiros internacionais de modo relativamente controlado. "Basta lembrar que as crises asiática e da Rússia, há dez anos, afetaram fortemente o País", lembrou. Rato estimou que a situação da economia brasileira continuará positiva mesmo depois da crise. "Parece que o Brasil entrou numa fase de crescimento sustentável", comentou. O diretor do FMI também destacou a credibilidade da política monetária adotada pelo governo brasileiro. "Se a crise tivesse chegado em outro momento, as conseqüências talvez fossem piores", disse.

VINÍCIUS PINHEIRO, Agencia Estado

22 de agosto de 2007 | 17h01

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