FMI não comenta conteúdo de oferta argentina

Um porta-voz do FMI se recusou a comentar o conteúdo da proposta de troca de dívida da Argentina, mas disse que um acordo é fundamental para a perspectiva econômica do país. Questionado sobre as declarações do ministro da Economia argentino, Roberto Lavagna, de que o swap (troca de títulos) será um sucesso se tiver uma taxa de aceitação de 50%, sugerindo que 50% dos credores privados do país aceitaram a proposta, o porta-voz respondeu: "Não comentamos sobre a substância da oferta."A proposta, cujo período de oferta começa amanhã, prevê que a Argentina emitirá entre US$ 38,5 bilhões e US$ 41,8 bilhões em dívida reestruturada com taxas de juros menores e vencimentos mais longos - a quantia poderá ser maior caso haja mais de 70% de aprovação - em troca dos US$ 81,8 bilhões em títulos da dívida em moratória. "A conclusão de um acordo de reestruturação da dívida compreensível e sustentável com os credores é essencial, crítico para as perspectivas econômicas da Argentina", disse o diretor de Relações Externas do FMI, Thomas Dawson. "A taxa de aceitação não é o único fator em jogo, então é preciso observar o conjunto quando a proposta for concluída e acho que é bastante compreensível que eu evite falar de números."Dawson também disse que está em discussão se a Argentina terá que descartar o atual acordo com o FMI e firmar um novo acordo quando o swap for finalizado, mas que ainda é cedo para afirmar que isso será necessário. "Obviamente já faz algum tempo que o programa está em curso, mas a decisão de ir em frente é da Argentina", disse Dawson. "A questão é qual abordagem os argentinos querem ter e uma vez decidido isto, eles irão nos procurar e nós vamos resolver", afirmou ele. As informações são da Dow Jones.

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