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FMI não descarta ação combinada do G-7 para segurar dólar

O Fundo Monetário Internacional (FMI) não descarta uma ação combinada dos governos das principais economias do Planeta e de seus bancos centrais para conter a rápida e forte queda do dólar em relação às principais moedas, como o euro. Em entrevista ao jornal econômico alemão Handlesblatt, o diretor gerente do FMI, Hörst Köhler, disse que a desvalorização da moeda norte-americana estava dentro do previsto e que a ninguém deveria se surpreender por isso, dado o persistente e profundo déficit em conta corrente dos Estados Unidos."Estamos em um momento em que, se houver mais uma rápida depreciação do dólar, demandaria uma ação conjunta dos governos e dos bancos centrais", declarou Köhler ao jornal alemão. A última vez em que houve uma intervenção coordenada dessa natureza foi em setembro de 2000, durante a cúpula do FMI em Praga, e a primeira a ser presidida por Köhler como máximo responsável por essa instituição multilateral de financiamento.Naquela ocasião, no entanto, a intenção era brecar a queda do euro, que chegara naquele momento a seus mínimos históricos em relação ao dólar. O executivo do FMI evitou, no entanto, especular sobre o limite da cotação que exigiria uma intervenção por parte das autoridades do G-7, os países mais ricos do planeta. Ontem, o euro chegou a US$ 1,1933, a mais alta em seus quatro anos de vida. Hoje, a cotação recuava para US$ 1,1817.Na entrevista, reproduzida pela imprensa espanhola, Köhler sugeriu também que o Banco Central Europeu reduza, na próxima reunião do dia 5 de junho, a sua principal taxa de juros, estacionada em 2,5%. Isso, de acordo com ele, permitiria uma reação da economia européia. O diretor do FMI aproveitou a entrevista para insistir na necessidade de reformas estruturais urgentes em seu país, a Alemanha, mergulhada na segunda recessão nos dois últimos anos. "Me declaro cautelosamente otimista sobre a evolução da atividade econômica alemã se o chanceler (chefe de governo) Gerhard Schröder tiver sucesso em aprovar no Parlamento a Agenda 2010 (contenção do gasto público) com mínimas alterações", declarou o diretor do fundo ao jornal alemão. Em sinal de confiança, ele disse que não via a necessidade de revisar a estimativa de crescimento da economia alemã para este ano, prevista em 0,5%.

Agencia Estado,

29 de maio de 2003 | 12h28

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