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FMI não discutirá proposta brasileira sobre investimento

A proposta do Brasil de mudanças nas regras do Fundo Monetário Internacional (FMI) para definição de metas de superávit não vai ser discutida na reunião anual do FMI e do Banco Mundial nesta semana, em Washington. Em uma entrevista à imprensa latino-americana, o diretor-gerente da instituição, Rodrigo de Rato, disse que os estudos sobre as possíveis mudanças na contabilidade de gastos públicos para permitir maiores investimentos dos Estados ficam prontos só no primeiro trimestre do ano que vem.A respeito da proposta de criação de uma linha de crédito preventiva - outra idéia da qual o Brasil é forte defensor - disse que não há "consenso na diretoria executiva (do FMI)". O secretário executivo do G-24 - grupo de 24 países em desenvolvimento do qual o Brasil faz parte -, Ariel Buira, vê poucas possibilidades de qualquer uma das duas propostas serem aprovadas nesta reunião.InvestimentosNa reunião em abril, o FMI decidiu fazer "programas pilotos" em alguns países, calculando, com modelos matemáticos, qual seria o impacto nas contas públicas de alguns tipos de investimentos produtivos e em infra-estrutura. "As análises têm de levar em conta o grau de vulnerabilidade de cada país, as condições de garantir a rentabilidade do investimento e transparência nas contas públicas." Rato observa que também é essencial que parte do risco nesses investimentos seja assumida pelo setor privado.AcordoRato disse que o Brasil ainda não comunicou oficialmente ao Fundo o que pretende fazer ao fim do atual programa com a instituição, que vai até março de 2005. "O governo brasileiro não disse o que vai fazer a partir de março. Quando o acordo que está em vigor acabar, o Brasil pode nos fazer uma proposta ou pode não fazer uma proposta", disse Rato.Autoridades brasileiras já afirmaram em diversas entrevistas que o atual programa com o FMI é visto apenas como "preventivo" e como uma estratégia de saída dos acordos com o Fundo. O governo brasileiro defende a criação da linha preventiva de crédito no FMI, mas não deixou claro se haveria a intenção de qualificar o Brasil para o programa.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2004 | 08h30

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