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FMI pede a Lavagna que atue de forma rápida e decisiva

A vice-diretora gerente do Fundo Monetário Internacional, Anne Krueger, insistiu hoje que que "é essencial que o nova equipe econômica (da Argentina) atue de forma rápida e decisiva" para transformar os acordos fiscais negociados entre Buenos Aires e a províncias, bem como as mudanças prometidas das lei de falência e subversão econômica, "num programa consistente e sustentável". Krueger, que falou durante a a reunião anual do Conselho das Américas, disse que seus primeiros contatos com o novo ministro da Economia, Roberto Lavagna, foram "encorajadores". Mas reiterou a importância de uma maior velocidade na execução das medidas que permitirão ao governo do presidente Eduardo Duhalde desenvolver uma política econômica coerente. Segundo ela, apesar dos progressos realizados na últimas semanas, "a situação permanece claramente volátil e os riscos são significativos". A alta funcionária do FMI informou que uma equipe técnica da instituição está em Buenos Aires e que uma segunda equipe prepara-se para embarcar. Se os entendimento em curso forem bem sucedidos, uma missão negociadora de um acordo seguirá em breve. "Não deve haver nenhuma sobre o compromisso da comunidade internacional de ajudar a Argentina a superar sua atual crise o mais rapidamente possível, mas esse apoio precisa ser para um programa que seja forte e abrangente o suficiente para reconquistar a confiança do povo argentino". Krueger enumerou os três passos que o país deve dar. Primeiro, é preciso restaurar a ordem nos sistemas bancário e de pagamentos, bem como no mercado de câmbio, o que passa pela adoção de uma política macroeconômica sólida. Segundo, a Argentina precisar emendar sua lei de falência e a revogar a lei anti-subversão econômica. "Isso é essencial para que o crédito volte a fluir novamente e para restaurar a confiança de investidores domésticos e internacionais, sem o que será muito difícil reavivar os investimentos e o crescimento na Argentina", disse Krueger, enfatizando a importância de que essas mudanças legais ocorram ainda esta semana, conforme prometido pelas autoridades. Em terceiro lugar, Krueger disse que a Argentina, "precisa lidar com a fragilidade fiscal que está no coração de suas dificuldades". Para ela, reconstruir a confiança e deitar as bases para o crescimento a médio prazos requererão um pronto início das reformas estruturais que podem pavimentar o caminho rumo a uma posição fiscal sustentável. É por essa razão, disse Krueger, que o FMI "enfatizou a importância de incluir as províncias na moldura fiscal e conseguir uma pronta suspensão da prática seguida por algumas delas de emitir papéis que circulam como substitutos de dinheiro."

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