FMI pede ampliação do acesso ao crédito na América Latina

O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo Rato, solicitou hoje uma maior segurança jurídica para a América Latina, a fim de ampliar o acesso ao crédito da população e favorecer o desenvolvimento econômico. O pedido de Rato foi reforçado pelo ministro espanhol da Economia, Pedro Solbes, durante o encontro intitulado "A extensão do crédito e dos serviços financeiros", organizado em Madri pela Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib) e inaugurado hoje.Em sua participação através de videoconferência na mesa-redonda "Os desafios para ampliar o acesso ao crédito e os serviços financeiros", Rato indicou que, se os países latino-americanos querem um maior acesso ao crédito, devem estabelecer bases legais estáveis que incentivem os credores, informa o portal de internet ciberoamerica.org.Para isso, segundo o dirigente do FMI, é necessário melhorar as instituições do sistema financeiro e modificar a legislação, além de diminuir as atuais taxas de juros que, influenciadas pela longa história de crise do continente, impedem um maior acesso aos serviços bancários.Por sua vez, Solbes destacou que agora que a América Latina alcançou um padrão de crescimento equilibrado, com um setor exportador desenvolvido e políticas monetárias e fiscais rigorosas, é preciso avançar em outros aspectos nos quais a região está mais atrasada, como a regulamentação do setor financeiro e a segurança jurídica.Sistema financeiroSolbes também pediu um maior desenvolvimento do sistema financeiro na América Latina para que os serviços bancários possam ser estendidos, pois só uma pequena parte da população tem acesso ao crédito bancário, apesar da boa situação econômica em que, segundo ele, vive a região, que cresceu 4,4% em 2005.O secretário-geral Ibero-americano, Enrique Iglesias, concordou com Solbes na importância do momento atual para desenvolver definitivamente o setor financeiro na região, que tem um índice de acesso bancário de 40% em algumas áreas, contra 90% dos países mais desenvolvidos.Na mesa-redonda também discursaram o secretário de Fazenda do México, Francisco Gil; o presidente da Corporação Andina de Fomento, Enrique García; e o ministro da Fazenda da Colômbia, Alberto Carrasquilla.

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