FMI precisa de transparência na ajuda a países, diz BC inglês

O Fundo Monetário Internacional deve ser mais transparente em sua abordagem de ajuda a países em crise financeira, mas não deve ser mudado por normas novas e mais restritas, disse o presidente do Banco da Inglaterra, o banco central inglês, Eddie George. "Nós não queremos normas rígidas e rápidas, mas precisamos de uma maior clareza sobre quais países devem ser observados e sobre o que ocorrerá se eles não puderem pagar suas dívidas", disse George ao comitê de assuntos econômicos da Câmara dos Lordes. George estava respondendo a críticas que afirmam que o FMI agravou várias crises financeiras nos últimos anos em vez de resolvê-las. Ele disse que o FMI avançou muito em relação a uma maior transparência nos últimos anos, mas admitiu que pode avançar mais ainda. "Em muitos casos, o FMI tem sido extremamente benéfico", disse George. "Mas a economia desses países pode não ter melhorado como poderia?. Países que requerem ajuda do FMI devem primeiro colocar seus problemas fiscais em ordem, disse George. Depois que planos de restrição fiscal para curto e longo prazo forem estabelecidos, a assistência e ajuda deve ser encaminhada, disse George. Separadamente, George reiterou sua oposição para pedidos de aplicação do Imposto Tobin, uma pequena taxa sobre todas as transações em moeda estrangeira com o objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de capitais. "Não sou um entusiasta", disse George ao comitê. "O que mata é a aplicabilidade". Ele acrescentou que seria mais favorável à aplicação de tarifas sobre o livre comércio. Seria impossível distinguir fluxos de capital de longo prazo daqueles de curto termo, e saber seus objetivos e para onde eles seriam destinados, disse ele. Sobre globalização, George disse que corporações transnacionais não são fonte de instabilidade e volatilidade.

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