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FMI prevê ano pior em 2009 e diz que crise está longe do fim

Strauss-Kahn admitiu que previsão de crescimento mundial de 0,5% do fundo pode chegar perto de zero

Reuters e Efe,

19 de fevereiro de 2009 | 11h38

A economia mundial atravessará um ano complicado e a crise financeira está longe de terminar, afirmou nesta quinta-feira, 19, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. Após revisar há apenas três semanas as previsões de crescimento da economia mundial de 2,2% para 0,5%, Strauss-Kahn admitiu que esse porcentual pode chegar perto de zero devido a riscos maiores apontados nas novas projeções da entidade, informou o El País. Em resumo, segundo ele, a crise é a mais grave desde a 2ª Guerra Mundial.   Veja também: Entenda o novo plano dos EUA para resgatar bancos De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise   Strauss-Kahn reforçou a necessidade de cooperação entre os países. "A previsão que fazemos é que, se as políticas econômica e financeira que nós sugerimos se iniciarem corretamente, o começo do arranque da economia mundial deveria acontecer no início de 2010", disse o diretor-gerente do FMI. As receitas do FMI para sair da crise preveem rentabilizar ao máximo os esforços de estímulo econômico realizados em nível nacional por um grande número de países, algo que requer apoiar o sistema bancário, disse.   Reconheceu, no entanto, que é complicado para a opinião pública entender que é preciso apoiar o setor no qual se originou a crise, mas ressaltou a necessidade de relançar o sistema creditício para que o crescimento econômico volte a decolar.   O diretor-gerente do FMI participou, de Paris, de um fórum sobre a concorrência organizado na sede da OCDE. "Não direi que não foi feito nada", mas as iniciativas são "lentas", disse à imprensa, acrescentando que "é importante que o setor bancário desempenhe seu papel" para reativar o crescimento econômico mundial.   Strauss-Kahn se expressou assim um dia depois que o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, indicou que a recuperação econômica acontecerá no início do próximo ano, mas "não a toda velocidade". Gurría disse que "2010 pode ser o primeiro ano de recuperação, mas esta será frágil" e não será em grande velocidade, mas haverá números de crescimento no azul, "e não em vermelho".   O responsável do FMI disse que a crise financeira ensinou que é preciso uma instituição que se encarregue dos "riscos sistêmicos", e acrescentou que a "extensão" da política monetária vai requerer "aprofundar de maneira relativamente grande". Por outro lado, Strauss-Kahn e Gurría concordaram na necessidade de atacar os paraísos fiscais, e o primeiro sentenciou que "a transparência bancária só não aparece por trás das contas".   Strauss-Kahn lembrou o caso do mafioso Al Capone em Chicago, que acabou caindo nas mãos da Justiça por evasão fiscal, e não por outras atividades criminosas.        

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