FMI prevê crescimento médio de 4,2% para AL em 2008

Crescimento deve barrar grandes mudanças inesperadas que afetariam economias como a dos EUA

Agencia Estado

09 de dezembro de 2007 | 07h58

As economias da América Latina e do Caribe devem crescer a uma média de 4,2% em 2008, segundo estimativas de representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), em seminário na Jamaica. O crescimento na região deve permanecer vibrante, barrando grandes mudanças inesperadas que afetariam grandes economias como a dos Estados Unidos, relataram os funcionários do FMI no encontro."Este ano marca o quarto ano seguido de crescimento realmente alto na América Latina e no Caribe, uma média de 5% a 6%", disse Markus Rodlauer, vice-diretor do departamento de assuntos para o Hemisfério Ocidental do FMI. "No próximo ano, nós projetamos uma média de crescimento de pouco mais de 4% dentro da região, que será impulsionado principalmente por investimentos e consumo doméstico", acrescentou ele. O representante do FMI, entretanto, alertou que certos pontos negativos podem excluir potenciais ganhos. "As exportações dentro de economias da América Latina e do Caribe têm crescido bem, embora as importações tenham continuado a crescer mais que as exportações, o que diretamente afeta o déficit comercial. Já começamos a ver sinais de superávits tornando-se déficits, mas ainda mantemos uma linha de previsão de 4,2% de crescimento para a região no ano que vem", concluiu Rodlauer. Relatório InternacionalAlém do FMI, as previsões dos departamentos econômicos de grandes bancos para a América Latina são bastante otimistas para 2008. Segundo a equipe de pesquisa econômica global do Scotiabank Group, a redução do endividamento, reservas internacionais consideráveis e desenvolvimento dos setores financeiros na região vão oferecer proteção maior em relação aos impactos que podem vir da crise do mercado imobiliário de alto risco dos Estados Unidos. Uma forte demanda interna também reforça a sensação de capacidade de resistência aos choques econômicos, destaca o banco em seu relatório chamado International Views, divulgado quatro vezes por ano com os cenários econômicos e políticos de 34 países. Segundo o documento, a influência dos mercados emergentes em determinar a extensão do ciclo econômico mundial está aumentando. "Alguns países nas Américas em desenvolvimento estão sendo decisivos para a promoção de mudanças institucionais e para o desenvolvimento econômico na região", destaca o banco. O Brasil, segundo a instituição, emergiu com uma importante força no hemisfério, com uma forte presença diplomática e no setor de manufatura. Já o México, destaca o relatório, continua aprofundando sua integração com base ampla com uma zona econômica americana ampliada. O Chile tornou-se um modelo de força institucional regional e um portal comercial confiável para a região do Sudeste Asiático e do Pacífico. A Argentina - um destino turístico cada vez mais popular - deixará provavelmente para trás seu isolamento dos mercados financeiros mundiais com o novo governo que assumirá o poder em breve. A influência da Venezuela nos principais países da América Latina está diminuindo.

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