FMI prevê petróleo em alta até 2007

Os preços do petróleo permanecerão nos elevados patamares atuais. A avaliação, divulgada nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Nacional (FMI), no documento Perspectiva Econômica Mundial, durante o Encontro de Primavera, em Washington, mostra que a média de preço deve ficar em US$61,25 por barril neste ano. O FMI fez a avaliação baseado nos mercados futuros, completando que diversos analistas estão se tornando otimistas sobre preços. Para 2007, a expectativa é que o avanço de preço será leve, chegando a US$63 por barril. Com o consumo do petróleo bruto, em certa extensão menor do que o esperado em 2005, os preços são crescentemente conduzidos por preocupações sobre oferta futura, com a Agência de Energia avaliando tanto o investimento na extração quanto no refino como significativamente abaixo dos níveis desejáveis, explica o fundo. "Depois de uma redução ante as altas relacionadas ao (furacão) Katrina, os preços do petróleo bruto flutuaram no intervalo de US$60 a US$66 por barril (média simples dos preços spot para os tipos de petróleo WTI, Brent e Dubai) nos três últimos meses, com níveis confortáveis de estoques - particularmente nos Estados Unidos." Outras commodities As commodities não combustíveis, particularmente metais, avançaram fortemente em 2005, refletindo tanto fatores cíclicos quanto de oferta, mas devem ter moderação em 2006-07 à medida que a oferta responder a preços mais elevados. O ciclo de semicondutores também avançou, principalmente na Ásia, enquanto indicadores futuros estão mistos e os preços continuam a declinar, analistas das indústrias esperam algum avanço no crescimento da receita em 2006. O FMI estima que seu índice de preços de commodities não combustíveis avançou 10% em 2005, "subindo fortemente na segunda metade do ano e alcançando recorde nominal de alta em dezembro de 2005 - e seu nível mais alto em termos reais desde 1997 - diante de crescentes preços dos metais. Ainda, o índice de preços de metais do FMI teve avanço de 26% no ano passado. "À frente, os preços dos metais são esperados em alta de 7% em 2006, diante do fortalecimento contínuo do cobre, zinco, alumínio e urânio."

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