Horst Wagner/EFE
Horst Wagner/EFE

FMI prevê que Argentina crescerá 3% anualmente nos próximos 5 anos

De acordo com o Fundo, a agenda favorável aos mercados de Maurício Macri colocou o país numa trajetória de crescimento econômico mais estável e sustentável

O Estado de S.Paulo

11 Novembro 2016 | 11h45

BUENOS AIRES - A economia da Argentina vai crescer cerca de 3% anualmente nos próximos cinco anos, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), que fez uma revisão do país pela primeira vez em uma década.

Em 2006, a Argentina rompeu laços com o FMI, acusando a entidade de interferir em assuntos domésticos e de tentar ditar sua política econômica.

O impasse durou até dezembro do ano passado, quando o então recém-empossado presidente argentino, Mauricio Macri, que é considerado mais favorável aos mercados, eliminou uma série de medidas econômicas não ortodoxas que gerou inflação de dois dígitos e levou ao isolamento da Argentina nos mercados financeiros internacionais.

"Um progresso importante já foi feito (na Argentina) em 2016", afirmou o FMI em comunicado, sinalizando sua aprovação às políticas econômicas de Macri.

A agenda de Macri, que incluiu o fim de controles cambiais, cortes de impostos e o fim da moratória da Argentina, evitou uma crise econômica e colocou o país numa trajetória de crescimento econômico mais estável e sustentável, avaliou o Fundo.

O FMI, porém, alertou que "reverter o legado de severos desequilíbrios macroeconômicos, distorções microeconômicas difundidas e uma estrutura institucional enfraquecida vai exigir tempo".

Após encolher 1,8% em 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina vai expandir 2,7% no próximo ano e continuará crescendo cerca de 3% ou mais até 2019, prevê o FMI./DOW JONES

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