FMI prevê queda de 2,5% na economia dos EUA no ano

Segundo o fundo, atividade norte-americana deve começar a se recuperar somente em meados de 2010

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

15 de junho de 2009 | 11h55

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia norte-americana continuará sofrendo os efeitos da tensão financeira e dos ajustes em andamento no setor imobiliário e do mercado de trabalho, embora indicadores recentes apontem melhora nestes três setores. Segundo o fundo, a atividade econômica norte-americana deve começar a se recuperar somente em meados de 2010 e registrar contração de 2,5% em 2009. A expansão prevista para os Estados Unidos em 2010 pelo FMI é modesta: 0,75%, em base anualizada.

 

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O fundo diz que "o lento crescimento - com a taxa de desemprego aproximando-se de 10% em 2010 - irá levar o núcleo da inflação para níveis bastante baixos, com o CPI devendo cair 0,5% em 2009 e subir 1% em 2010".

O FMI diz que os números recentes sobre a economia dos EUA mostraram que a queda na produção pode ser interrompida. Indicadores econômicos apontam para uma desaceleração na taxa de deterioração, particularmente nos mercados de trabalho e imobiliário, que são fundamentais para a recuperação econômica e para a estabilidade financeira, estabilidade que também apresenta condições notadamente melhores, disse o fundo. Mas, no curto prazo, a perspectiva é marcada por um nível de incerteza, diz o fundo, com a balança de riscos pendendo para a queda. Esses riscos encontram-se nas execuções hipotecárias e queda nos preços dos imóveis, que junto a um aumento no desemprego poderá causar pressão adicional nas famílias.

O FMI disse que os programas de resgate financeiro serão um grande desafio para os Estados Unidos. "Os estímulos monetário e fiscal poderão provocar preocupações com a inflação e aumento da dívida, exercendo pressão de alta nas taxas de juro", observou o fundo. "Esta interação dinâmica entre os desafios de curto prazo e de longo prazo mostram a necessidade de se desenvolver e comunicar estratégias para saída deste extraordinário suporte à economia e para lidar com os desafios de longo prazo e implementá-los com rigor para melhorar a confiança".

No encontro de sexta-feira e sábado, os ministros das finanças do G-8 (grupo das sete nações mais industrializadas do mundo mais e Rússia) centraram foco na necessidade de se dar início a estudos a estratégias de saída dos estímulos dados pelos governos para evitar depreciação maior de suas respectivas economias. O G-8 considerou que ainda é cedo para implementá-las, mas que é necessário iniciar uma avaliação sobre como proceder com objetivo de reduzir os pesados déficits decorrentes dos pacotes de estímulo. As informações são da Dow Jones.

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