FMI receita à A. Latina menos gastos e não controlar capitais

Os países da América Latina devemconter seus gastos e não tentar controlar a entrada de capitaispara tentar frear os efeitos nocivos deste tipo de fenômeno,afirmou o Fundo Monetário Internacional em relatório naterça-feira. O fluxo de capitais privados para a América Latina temcrescido desde 2004 e deve alcançar neste ano níveis próximosaos máximos registrados na década de 1990, informou o FMI. No relatório "Perspectivas da Economia Mundial", o Fundodedica um capítulo à gestão de grandes entradas de capital,incluindo a América Latina. O documento menciona exemplos sobrequais seriam as melhores formas de enfrentar esses fluxos. "Na América Latina esses fluxos líquidos de capitaisprivados, como percentual do Produto Interno Bruto (PIB), vêmaumentando desde 2004 e devem retornar aos níveis dos anos 1990no decorrer deste ano", afirma o relatório. A partir da análise de mais de 100 casos no mundo todo nosúltimos 20 anos, especialistas do FMI concluíram que manter uma"trajetória firme" do gasto público, sem aumentá-loexcessivamente, é melhor que tentar controlar o ingresso decapitais mediante restrições. Com uma política de gastos controlada, afirma o Fundo,"consegue-se mitigar os efeitos prejudiciais das grandesentradas de capital, já que se alivia a pressão sobre a demandaagregada e se contém a apreciação do tipo de câmbio real". Tentar impor medidas administrativas ou de mercado paracontrolar a entrada e saída de capitais, por outro lado, podetrazer "consequências macroeconômicas mais graves, uma vezconcluídos os episódios", advertiu o FMI. (Por Adriana Garcia)

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