FMI recomenda à Argentina que siga o modelo brasileiro

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Köhler, recomendou aos argentinos que sigam o modelo do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Kohler, em matéria publicada pelo jornal Clarin, de Buenos Aires, hoje, afirmou que a fórmula para os países alcançarem um futuro melhor é o da combinação de uma economia de mercado e uma atenção para as questões sociais. "Pensamos que a combinação de uma economia de mercado mais a atenção à equidade social é o formato correto para um futuro melhor. Isto está demonstrado agora no Brasil, através do presidente Lula. Creio que esta também poderia ser uma fórmula para a Argentina." O Clarin apresenta a viagem que Hort Köhler fará à Argentina a partir de segunda-feira. Ele desembarcará em Buenos Aires às 11h30 horas (horário de Brasília) e, em sua visita de dois dias, cumprirá uma densa agenda ao lado do diretor do Hemisfério Ocidental, Anoop Singh, do representante permanente do organismo na Argentina, John Dodsworth, e do porta-voz Thomas Dawson. AgendaDepois de desembarcar do vôo proveniente de Montevidéu, onde passará o domingo em reuniões com o governo de Jorge Batlle, o primeiro compromisso de Horst Köhler será, às 16 horas, com os presidentes e vice- presidentes das principais entidades empresariais e de bancos do país: Luis Pagani e Paolo Rocca (Associação Empresária Argentina), Alberto Alvarez Gaiani e Héctor Massuh (União Industrial Argentina), Marcio Vicens, Juan Brouchou e Enrique Cristofani (Associação de Bancos estrangeiros), Carlos Heller (Associação de Bancos Públicos e locais), Jorge Brito e Norbeto Peruzzotti (outra associação de bancos locais), e Felisa Micelli (Banco Nación). Depois deste encontro, Köhler terá uma agenda social com entidades filantrópicas, de Direitos Humanos, de cidadania e outras, para discutir a pobreza e a marginalização.À noite, o diretor gerente do FMI jantará na residência oficial da Quinta de Olivos com o presidente Néstor Kirchner, o ministro de Economia, Roberto Lavagna, e o chefe de Gabinete, Alberto Fernández. O café da manhã da terça-feira foi reservado para o presidente do Banco Central, Alfonso Prat Gay, e seus diretores, na própria sede do BC, onde discutirão o processo de reestruturação do sistema bancário da Argentina. O segundo encontro com Néstor Kirchner ocorrerá logo depois, na Casa Rosada, seguido por um almoço com os governadores das principais províncias. Na parte da tarde, Köhler se reunirá com parlamentares, no Congresso, e com Roberto Lavagna, no ministério de Economia. O final da visita de Horst Köhler será marcado por uma entrevista coletiva à imprensa, no ministério, prevista para 18 horas.

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