FMI recomenda manutenção dos juros ao Banco Central Europeu

A demanda doméstica na zona do euro está se recuperando, mas em ritmo mais lento do que o esperado. Portanto, o Banco Central Europeu (BCE) deve evitar um aumento dos juros, segundo o Fundo Monetário Internacional. "O fortalecimento da demanda doméstica necessário para sustentar a perspectiva de crescimento também pede um adiamento no aumento das taxas de juros que deve acompanhar a recuperação", diz um comunicado do FMI. O fundo esperava um sensível aumento das exportações, levando a um gradual crescimento na demanda doméstica, que induziria a um crescimento acima da média da economia no final de 2002. Contudo, ?há pouca evidência de uma retomada imediata na demanda doméstica?, afirma o FMI. Segundo o comunicado, a forte apreciação do euro nos últimos meses tornaram o trabalho do ECB muito mais fácil, ao reduzir os temores de que o crescimento persistente do núcleo de inflação perderia o controle. "A apreciação do euro alivia as pressões sobre os preços, particularmente porque o repasse do declínio do dólar aos preços de energia e outras commodities importadas, tende a ser rápido e substancial", diz o fundo. O FMI minimiza os riscos que uma moeda mais forte poderia apresentar para as exportações, afirmando que "a competitividade permanece substancial" e a resposta do comércio à apreciação deve ser "silenciosa e lenta". Com relação à política fiscal, o FMI afirma que o principal tema para a região são os três maiores países - Alemanha, França e Itália -, que devem estar comprometidos com o equilíbrio orçamentário. Para o Fundo, o quadro geral é flexível o suficiente para permitir que os governos apoiem a economia em recessão.O FMI expressa otimismo de que os déficits voltarão ao equilíbrio assim que houver uma retomada da economia. Os cortes de gastos devem levar a uma mudança no mix da política, para uma política fiscal mais austera e uma política monetária mais relaxada que é apropriada, dado o fortalecimento do euro. Com relação a reformas estruturais, o FMI novamente pede aos países europeus que liberalizem suas restrições ao acesso aos mercados de serviços financeiros, de bens e de trabalho. As informações são da agência Dow Jones.

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