FMI reduz previsão de crescimento da economia global

O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou hoje sua previsão para o crescimento da economia global em 2011 e 2012, em comparação com uma previsão anterior divulgada em junho. Em 2011, a previsão de crescimento foi cortada para 4%, ante expectativa anterior de 4,3%. Em 2012, ela ficou em 4%, de 4,5% anteriormente. O FMI advertiu para as "severas repercussões" para a economia mundial, caso não ocorram ações políticas rápidas dos governos da zona do euro e dos Estados Unidos.

GABRIEL BUENO E ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

20 de setembro de 2011 | 11h31

Em seu relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, divulgado hoje, o FMI afirmou que os EUA e a Europa podem sofrer fortes recessões, gerando uma "década perdida" de crescimento, se não houver esforços concertados de governos pelo mundo para evitar isso.

O FMI espera que a revisão sombria estimule os ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais - que se reúnem em Washington nesta semana, em conferências do próprio FMI e do G-20 - a elaborar um plano de ação cooperativa. "Políticas fortes são urgentemente necessárias para melhorar o panorama e reduzir os riscos", afirmou o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard.

Emergentes

No relatório, o fundo também afirmou que o crescimento nos países emergentes no segundo semestre de 2011 deve ficar em torno de 6,25%, abaixo da expansão de 7% na primeira metade do ano. Os países emergentes da Ásia devem crescer 8%, liderados por China e Índia. No acumulado do ano, a expansão deve ser de 6,4% entre os emergentes, abaixo da marca de 6,6% estimada pelo fundo em junho.

Na América Latina, o crescimento deve desacelerar para 4% em 2012, com uma diminuição na demanda externa e políticas macroeconômicas mais apertadas, para conter a inflação. Com a recuperação no Leste e Centro da Europa (CEE, na sigla em inglês) e na Comunidade dos Estados Independentes (CIS) perdendo força no ano que vem, em especial na Turquia, o crescimento dos países emergentes e em desenvolvimento deve ficar em torno de 6,1% (queda de 0,3 ponto porcentual ante a estimativa anterior).

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